Que senti eu hoje, meu Deus!
Uma solidão enorme,
Uma frouxidão difusa de sentimentos confusos,
Uma espontânea glória, (?!...) -
De quê? - De mim!
Mas senti-me, sobretudo, longe,
Dispersa, leve e conscientemente só,
Perdida nas calhas da minha matéria
Indiferente da minha indiferença,
Triste da minha louca tristeza,
E... irremediavelmente só:
Nem eu, nem sentimentos, nem nada
- O vácuo da lassidão da vida
E um pouco mais de desprezo
- De quê? -
- Da indiferença imprevista,
Da confusão desgrenhada,
Do meu ego nulo e cansado,
De tudo e de nada:
Uma folha morta que resvala,
Resvala, resvala sempre só!
Isto, hoje, fui eu,
Insolitamente eu!...
22/03/1974, (02h:00')
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