terça-feira, 26 de março de 2013

Há factos e fenómenos...

... que nos dão que pensar.
Ontem ou anteontem ouvi, na rádio, falar do aumento de faixas de riscos do HIV. Vida dura esta que nem para "Durex" dá, heim?!...
Só que a incidência, agora, abrange os casais; isto é: vai ele, ou vai ela "dar o corpo ao manifesto"?
Sempre me causou alguma confusão o facto de, não havendo dinheiro - dizem...-,  não se importarem de despender o que têm e não têm com as variações sexuais. 
Consta, que se ganha bastante, mas é preciso ter estômago: há filhos de muitas mães!
E  tem mais: soube outro dia que se gastam rios de água engarrafada para bochechar a boca. Santo Deus! Tanta porcaria que entra pela boca e sai por tudo o que nos constitui como matéria e só se preocupam com o refrescar as bochechas?!... Tresandam a mijo, a merda, a outras excreções inconvenientes e, da boca p'ra fora, são damas e dons?!...
A fome tem destas coisas: há subsídios de almoço acrescentado para muito quem se julgue digno de algum respeito.
Mas... mas: se o mercado se está a expandir, não terei dúvidas nenhumas em afirmar que o que é, sê-lo-á sempre, e nunca deixou de o ser .
Há tanta maneira de fazer dinheiro, ou de, pelo menos, não passar fome...
Aventemos algumas, simplistas, despreocupantes, saudáveis:
a) deitarmo-nos a dormir - o que não se poupa em energia?!...
b) lavar escadas - quão saudável é a ginástica que se faz?!...
c) arar, semear, colher - que belo entretenimento?!... Que alegria para os sentidos?!...
d) dar uma arejada à casa - olha só as coisas que posso dispensar?!... Vou feirar!
e) aliviar guarda-fatos - pois é: tanto lixo que se acumula pelos cantos, n'é? Remodele-se, o que fôr de remodelar: que fatiotas giras não se arranjam?! 
f) arrumar sapateiras - xi?!... quanta centopeia não temos em casa?!... Ofereçamos a quem precise. Feiremos, também!
g) cadê aquela minha carteira, ou mala-de-mão? Pois é: se houvesse duas ou três, sabia-se sempre onde estariam... Desmanchando todas e montando-as em retalhos, que adorável malão, ou baú não construiria para guardar as roupas de cama de uma estação?!...
h) tanta manta, tanto lençol: outros trapos darão!
i) adereços - ah?!... vou enfeitar as paredes!
j) quadros: transforma-se num painel! Ou num biombo para o cantinho do (desas)sossego!
k) tanta mixórdia - "tudo vale a pena..."!

Mas não: "sexo é bom, é carnaval, mesmo que seja invasão"!!
(Como diz a cantora brasileira).

27/03/2013 (03h:01')

quarta-feira, 20 de março de 2013

21 de Março de todos os anos...

Todos os anos se celebram três factores importantes da vida de cada um de nós; a saber:
a) o Dia da Árvore,
b) o Dia da Indiferenciação Racial,
c) o Dia da Poesia.

a)
As árvores são tesouros
Perenes, duradouros
Dão ar p'ra respirar
Frutos p'ra alimentar, 

Sombras onde descansam
Dores, cansaços, males
Contudo, ignoram
E é o "não te rales"!

Cortam, queimam, destroem:
O progresso aí vem
Em casas, auto-estradas,
Vidas desesperadas

Os pássaros já não cantam
Com a mesma alegria
Não rimam e nem soam
Não há já poesia

20/03/2013, (12h:00')

b)
Indiferenciação Racial...

Cristo! Como????
Negro é negro! Branco é branco! Amarelo é amarelo! E abençoados os "peles-vermelhas"!
Sou racista, sim, srª! Por muitas e variadas razões:
- a minha cultura é e será sempre diferente da de outra qualquer raça! Miscigenização? Tudo bem: mas o verdadeiro cariz, a gema pertence a outra qualquer raça - a minha é a minha; a do outro, é a do outro.
- Admiro, deslumbro-me com as outras culturas, mas acho que devem preservá-las, custe o que custar!
São elas que nos diferenciam, que nos dão identidade, que nos fazem respeitar, quer antepassados, quer a história de qualquer um de nós.
- Somos o que nos está na base - as raízes permanecem, mesmo que as tentemos destruir. Podem não reverdecer, refolhear, entroncar.... mas estão lá, silentes, expectantes, adormecidas: não desaparecem por artes mágicas, quer o homem queira, ou não.

c)
A Poesia...

Onde, depois de toda a merda que fazemos?

Que se fodam os poetas
Mais todos os literatas
Vivem de pernas abertas
E só dizem pataratas!

20/03/2013, (12h:10')


 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Um conto de quando em vez

Rita, a bimba do nordeste
Vai fazendo filhos que trazem consigo o estigma da anormalidade genética, crendo que, assim, cumpre a sua missão de mulher.
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Apregoa fartura, pão e vinho e Deus sabe as contas que ficam no rol da mercearia, sem nunca chegarem ao termo da liquidação........... Que aguente quem quiser - ela deve e não teme.
Mas tem carros, dois, e uma carrinha. E trapos vistosos, comprados a prestações a perder de vista - um rol de aflitos.
E haja mais empregadores como a Santa Casa da Misericórdia!
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.... na do meio, (tal qual a Rita em miniatura à primeira vista), a coadjuvar as anomalias observadas no irmão, nota-se uma tendência perniciosa para a estimulação e/ou excitação dos órgãos genitais: tanto lhe dá que seja com a "raquette" de ténis, como com o selim da bicicleta, ou qualquer outro objecto que lhe vá às mãos em horas críticas; fá-lo onde bem lhe apetecer, diante de todos - .........
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....... ao pai, a esse, tanto lhe dá que sim, ou que sopas - quer é descanso e sonos longos, sem sobressaltos, quando não desanca a Rita, que, no dia seguinte, diz que está doente, e anda de óculos escuros.

Pois... vida feliz a dos néscios aqui do nordeste!

In Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho de 2012