segunda-feira, 9 de maio de 2016

"O algodão não engana..."

Fui hoje, (cumprindo exigências de tratamentos), ao Hospital de Torres Vedras.
Aproveitei, logicamente, para dar um salto a casa, para recolher correio, dar de beber às plantas, arquivar documentação, ... - as normais e useiras tarefas do dia-a-dia, com as impositivas e acrescidas pelo facto de me ter que desdobrar, quer entre as minhas duas habitações, quer por deslocações de assistência à família; nada como eu saber de tudo, seguir com os meus habituais cuidados - (já não é defeito, é feitio) - tudo e todos os que me merecem acreditar que estou viva, e deverei permanecer assim, agrade, ou não, a muitos, (que me são absolutamente alheios). Bastam os que me amam e admiram, religiosamente.

Sem quaisquer surpresas, foi-me dado verificar que a porcaria do Vale Vite está, de novo, "de candeias às avessas". Gebaria, incivilizados, porcalhões, mal-educados, ... Tentam "limar arestas", e, (como de costume), outorgam-se o direito de pretenderem ser capazes de ser como eu - as alimárias não sabem, que jamais se negam as origens.
Sou "racha", e, por tal facto, pressupõem que são todas o mesmo, e mijam todas da mesma maneira. Isto observa-se qualquer que seja o estrato social, o que é bem mais grave.
Por aqui, há um animal que deve ter dado banho à minhoca com a ajuda de grande maioria das bestuntas cá do sítio. Há anos que me assedia: já ouvi alguém chamar-lhe "doutor"... É duma aberração sem limites. Há muitos anos que o sei por cá, vivendo no prédio contíguo ao meu. Ainda não percebeu, o artolas, que me é totalmente "indigesto"... Quem lhe garantiu que "água mole em pedra dura - (que não é o caso, de jeito nenhum!) - tanto dá até que fura??" A aversão que nutro por ele vem ao de cima sempre que acontece, fortuitamente, vê-lo na rua, quando tenho que sair para resolver a minha vida. Tem sempre a desfaçatez de me importunar: deve ter um Q.I. do mais rasteirinho, abençoado?!...

Um parênteses, que me impus. 
Mas, (voltando ao Vale Vite...): há chamadas de atenção, coladas no átrio de entrada, com apelos a legislação, pelos inconvenientes do costume. Perturbações nas escadas,  estrondos, normais comportamentos da barbárie que por lá pulula, a boçalidade, a bronquice são os "melhores" traços distintivos daquela população. Caiu o verniz, como sói dizer-se. Voltou tudo ao que era dantes: os chulos, chulando; os bêbedos, embebedando-se; as putas, avacalhando-se; os ignorantes, praticando o analfabrutismo.

A paz esteja comigo e os meus!

Ramada, 09/05/2016, (20h:09')

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Artimanhas que dão em nada

Aproveitando uma campanha de "check-up", levei o meu carro à oficina mais próxima.
"Já me  cheirava a esturro" a desfaçatez dos proprietários da TOLEDOCAR...
Não me enganei.
Foi substituído o mecanismo do óleo. Paguei, e não foi pouco. Apresentava, cerca de dois meses após, ruptura. Trafulhice certa, sem dúvida.
O sistema de ventilação, também foi substituído. Telefonaram-me há pouco: estava todo preso por atilhos; ou seja, "colado com cuspe"...
Têm tentado enganar-me de toda a maneira, provocando, até situações de perigo grave, pondo em causa a minha própria vida.
Já tinha decidido nunca mais lá voltar, porque me desagradou sobremaneira o modo desconexo, e o incumprimento nos prazos.
Saloiada! Incompetentes! Salafrários! Bandidos! Assassinos!
Chulos! Ladrões!
Perdem eles mais que eu: o que há mais é oficinas!

                       Ramada, 05/05/2016, (12h:50')

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Festa(s) Saloia(s) na/da Lourinhã

Recebi, ainda há pouco, juntamente com a factura da água, este "abençoado" programa de festejos:

Jus aos promotores!
Como sempre, ideias geniais, de uma iluminação espantosa e estarrecedora!

No dia de "abertura"... tudo menos mal.
No dia seguinte, Sábado: 
a) pinturas faciais... Que diabo de mania de transmutar tudo em carnavalada, e emporcalhar a miudagem. Como são, habitualmente, de um asseio irrepreensível, há que "desmanchar os figurinos"?!... 
b) cross fit. Tanta parvoeira por coisa nenhuma! Agora é só "Jaquins Agostinhes", pedaleiros e desajustados físicos.
No Domingo:
a) passeio de clássicos: a extrema indelicadeza das buzinadelas ensurdecedoras, as velocidades não permitidas  nas áreas não consentidas, o desrespeito pelos peões, ... enfim: o costume, para quem é poucochinho, em todos os aspectos.
b) Water zumba - outra desconexa exercitação. Quem quer  praticar esta porcaria? Depois, desperdiça-se água desnecessariamente para dar ao cu - (e se os há de esconder o mais possível?!...) 
c) Guerra de balões de água: com tantos incentivos ao controle, à poupança, há que, de facto, considerar, que tal só de mentecaptos, mesmo.

Seria louvável fomentar a limpeza, a higiene, já que nem a cara lavam. O cheiro nauseabundo a catinga, a cu, a mijo e a outras excreções é o "ex-libris" e o traço distintivo da população. Pentear? Para quê?
Ainda acho que seria de louvar o "banho comunitário" nos balneários públicos. Podia ser que se  conseguissem modificar hábitos estruturais, que fazem parte da cultura local. 

 Fonte Lima não merece a merda que por lá têm feito.

Já basta - mesmo sendo interdito - que se banhem nos lagos e chafurdem um lugar de harmonia, que deverá ser por todos preservado e respeitado. 

A Feira Saloia é, de todo, despensável.
Comprem os produtos da terra nas feiras mensais. Já ajudam bastante.
Artesanato? Quem quer desperdício? Mandem as "artesãs" para casa tratar dos filhos e da casa, que bem precisam.
Tanto artesão, de verdade, sem quaisquer apoios e andam a cheirar o cu a gente, que nem o nome de mulheres merecem.

Haja Deus!

Ramada, 04/05/2016, (15h:15')


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Escrevi isto, no FB, faz hoje, precisamente, um ano...


Assédios e promiscuidades.
Os meus dias correm sensaborões, com as monótonas e comezinhas obrigações cívicas. Piores, muito piores são as minhas noites, que para além de desassossegadas, têm que ser forçadas à dormência com "doppings", que, quaisquer que sejam as doses, resultam por um tempo muito curto, em que o cérebro lucubra sem cessar nas intemperanças, com que me tentam destruir.
Sou uma "workholic", hiper-activa incansável - desde sempre. Anos de sofrimento indizível, na luta insana para tentar sair de onde estou.
Destruiram-me a vida toda, a privada e a pública - a inépcia é um aguilhão destruidor. A inveja o móbil para se perpetrar tudo o que fôr possível e impossível.
Ser mulher passou a ser um estigma do pior que imaginar se pode.
Num meio onde se pensa que, ou se "come", ou se tem que ser "comido", ser-se tão fora de tudo isto e gostar muito pouco de misturar as estações - "trabalho é trabalho, e "cognac", é "cognac" - acontecem os fenómenos mais insólitos e inimagináveis.
Não importa a idade - era bem mais nova, mais no aspecto físico, que na idade. Na escola onde me "estacionaram", não houve bicho-careto nenhum que não se imaginasse com direito a tentar "dar banho à minhoca".
Fui entendendo pouco a pouco - que nestas coisas sou um pouco lenta... - que a disputa existia entre os homúnculos da escola; quanto mais elevado o grau, tanto mais gravoso, acintoso e perigoso o assédio.
Na grande maioria são uns incompetentes. E pagam-lhes para o ser. Dá jeito a quem os lá põe.
Elas escudam-se em "queixinhas", porque não conseguem ultrapassar a ignorância e sentirem-se mais próximas - sabem que tenho amigos e amigas, de anos. Fiz amizades, grandes, noutras escolas. Aqui não consigo. A imbecilidade, a "analfabrutidade" é gritante. A "falta de chá", de consciência, de cultura, de auto-conhecimento são estarrecedores.
O medo de se verem retratados, ou de se assumirem como aquilo que são, é inacreditável. Arranjam "quorum" - autonomia, emancipação são estados ignotos.
Um director que é promíscuo, na escola, (porque fora dela tanto me dá: o problema será da mulher), desde sempre suportou mal não se sentir bajulado por mim. Não podia ser: fiz-lhe a "radiografia" faz anos.
Não descansa em desperdiçar energias, mal, de forma totalmente errada.
Estive quatro meses sem vencimento, há cerca de três/quatro anos; estive a soro no hospital, e quase se podia ver à transparência. Desta vez porque uma aventesma incompetente e ignara pressupôs que seria capaz de ultrapassar o campo de gente credenciada noutra área - psiquiatras e psicólogos.
Este agora, achando por bem arquivar o processo pensou que me "teria na mão".
Tenho solicitado trabalho - tudo me é negado. A competência dele passa por salvaguardar quem "anda ao beija-mão", quando não pior - e eu sei. Mulheres que minimizam e utilizam o denegrimento do labor de outras para obter benesses e muito mais, são a sua área de acção preferida.
Estou farta de pedir condições de trabalho, uma cadeira para me sentar nas horas que por lá tenho que permanecer, trabalho efectivo: faz "orelhas moucas". Desde 2000/2001 que ando acompanhada por psiquiatras, e as depressões são recorrentes, profundas algumas - a adopção da Zora foi uma tentativa de me reabilitar, que resultou; a escrita, outra, que vai resultando, pior ou melhor.
Tenho tentado por todos os meios sair da zona oeste. Debalde. Julgando-se o "rei das arábias" sugeriu que corresse escolas à procura de quem me aceitasse incorporar no quadro, que ele tratava dos trâmites - sabia que isso não era possível, mas fui. Para além de se rirem com a "imaginação" de tal director, disseram-me expressamente que "ele estava a fazer-me perder tempo". Abstruso este iluminado?!
Porque não tenho que andar à procura de uma sala onde possa ocupar o tempo, porque nunca tenho lugar na biblioteca - onde me colocam, sem me deixarem contactar com os miúdos, onde me mandam calar, se eles me pedem ajuda, onde não posso utilizar o meu computador, porque a extensão é perigosa - podem tropeçar nela, - onde pretendem que retalhe papelinhos - como fazem as educadoras de infância com as crianças, - onde não posso dialogar com os garotos sobre obras ou aconselhá-los, tenho, sistematicamente, alvitrado que atente nas condições em que funciona a biblioteca, que até para lugar de "caça ao tesouro" serve. É sabido que é local de estudo, de silêncio (tanto quanto possível). Tudo se faz menos o que se deve fazer.
Foram-me marcadas faltas injustificadas. Teve a veleidade de me abrir um processo, e pretende outorgar-se o direito de pedir a minha exoneração.
Com tanto e tão importante para fazer, eu sou o problema principal: "quem não é por mim é contra mim".
Quero mais é que ele vá fazer um bom e salutar retiro, para limpar a cabeça, ou dar-lhe lustro - (está na moda rapar-se o cabelo...)
Há muito quem chame um nome muito "sui generis" a este tipo de moda...
Vale Vite, 02Maio2015, (04:35)
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domingo, 24 de abril de 2016

O "Big Brother" da nossa conjuntura financeira

Vai um ano mal-parado de contradições e decisões precipitadas, a perturbarem a(s) nossa(s) fragilidade(s).
Cada início de ano tem um aguilhão desconfortante, acidulento, perturbador para quem detesta manusear papelada, lidar e "quebrar a cabeça" com contas, que já nos forçaram, por demais, a pesar a(s) oportunidade(s), a(s) pertinência(s) da nossa obrigação em gastos impositivos, a que não nos podemos furtar, ao longo de cada um dos meses de cada ano civil.
Angustia-me, quase por antecipação, a aproximação da entrega do I.R.S. [E costumo, (porque, por princípio sou assim), ter tudo organizado...].
Todos os anos há uma qualquer presumível inovação, ou alteração, nos boletins. Os mais desnorteados fazem por desestabilizar a pachorra dos outros, muitas das vezes sem qualquer necessidade, ou préstimo.
Este ano não foi diferente. Ou melhor: foi muito bem "esgalhada" a idiotia das e-facturas, se... se elas tivessem funcionado, de facto!
Dois meses inteiros a "seringarem-nos" o juízo para "validarmos" as facturas, e nem 1/100  delas se encontravam lançadas. Se houver muita gente, que, como eu, solicita facturas sempre que subtrai qualquer valor ao seu fundo de maneio, imagine-se a caterva de registos, do ano passado para cá, em duplicado?!... Deveríamos escusar-nos de o fazer, porque, para além de ser de lei, há que comprovar que se vendeu, ou comprou serviços. Mesmo assim, há quem se faça de surdo, na expectativa de que se passe ao olvido a pretensão, bem pertinente, que qualquer um de nós tem de "controlar" a sua contabilidade caseira.
Mas é por todos estes dissimulados que nos querem como vigilantes. 
Com a e-factura certificamos, não o que adquirimos, mas a fiabilidade e honestidade de quem tem "porta aberta", a oferecer géneros e/ou artigos de toda a espécie.
Apesar de tudo, há discrepâncias que, queiramos, ou não, nos saltam à vista. A saber:
a) "fabricaram" os símbolos, que nos canalizam, (crendo que facilitando-nos o "trabalho"...), para as várias opções,  ou variantes dos nossos "investimentos". Contudo, não dá a "bota com a perdigota": "não sabendo onde lançar a despesa, vá para Outros". Pois...
b) Relativamente aos valores do I.V.A.: há coisas do diabo! Cada loja considera artigos do mesmo género de modo diferente: nuns casos, 6%, noutros, 13%, e/ou, ainda, 23%... Como tento movimentar-me por logicidade e da forma mais simplista que me fôr possível,  - (até para agregar as despesas nas "caixinhas de arquivo das e-facturas), - resulta tudo "impraticável para consumo". Dá vontade de "mandar tudo às ortigas"...
c) As anteriores são as mais gritantes, mas há muit(íssim)os outros exemplos.
Ainda creio, que, desde a implantação das máquinas registadoras alteradas para o sistema de fiscalidade directa, seria desnecessária toda a confusão em sucedâneo. Ninguém vive do ar. Dizer-se que "o que eles querem é saber da nossa vida!", para se esquivarem à emissão, ou pedido das facturas-recibo, não é o mais cordial. Controlamo-nos mutuamente: quem vende, a quem compra, e vice-versa. Se queremos uma sociedade mais equilibrada, temos que ir por aí. 
De nada serve desbaratar aos quatro ventos, que há cada vez mais pobres, e ricos mais ricos. Vigiemo-nos, então!...

Lembrei-me disto depois de me debruçar, desconfortavelmente, (diga-se de passagem), sobre os meus canhenhos para registo no meu I.R.S., e, também, 

           só porque hoje é véspera do 25 de Abril 
                             das Liberdades, 
                             das Igualdades 
                                    e 
                          das Fraternidades!  

Ramada, 24/04/2016, (23h:50')
  

sábado, 16 de abril de 2016

A noção das evidências

Máscaras, utilizamo-las, seja lá por que razão fôr.
Auto-defesas, disfarces, couraças adquiridas... que, por vezes, se tornam a nossa segunda pele.
Mas há sempre traços, que, inadvertidamente, nos denunciam, para o bem, ou para o mal, e que projectam, de forma clara, impressiva, categórica, tudo do que pretendemos evadirmo-nos, que não queremos que se saiba, ou do que possamos estabelecer como não conveniente que se saiba.
Darmo-nos a conhecer nem sempre nos traz simplicidade e conforto. As pessoas, (outras), utilizam essas ocorrências, para nos vitimar, nos fazer sofrer, e massacrar com o que, e pelo que envidamos todos os esforços para nos fazermos entender e respeitar; quando a credibilidade, a fiabilidade, a segurança, a certeza das convicções são as estacas que se deseja, se pugna por instaurar nas relações humanas - (que a raros é permitido e consentido fazer ou exigir...) - deparamo-nos com as pseudo- interpretações, análises e avaliações menos justas, nada certificadas, dos outros, que se desmacaram da sua interioridade. 
"Somos a medida de todas as coisas", já dizia o filósofo. 
"Pela boca morre o peixe", reza o ditado popular.
"Somos o retrato uns dos outros"...
Tantas e tantas outras, diversificadas asserções?!...
Tenho, para mim, que os "sinais de alerta" nunca me enganam, por mais  "coloridas", ficcio-realizadas, compostas e verosímeis que sejam as "inscrições" casuais, circunstanciais, esporádicas, ou não, dos/nos registos que possamos observar pelas/nas posturas, atitudes e comportamentos dos nossos relacionamentos. Se, e quando surgem, já nada as consegue apagar ou eliminar: subsistem, "como pedra no sapato", aguilhoando-nos, mantendo viva, pertinaz, a nossa atenção.
Raramente me enganam. Leve(m) o tempo que levar(em) a(s) capciosa(s) estratégia(s) a que recorrerem.
Quando terceiros pretendem, sem que lhes seja solicitada, ou sequer referida, a certi(tude)/(ficação) para avalizarem o que quer que seja de alguém, (individual ou pessoa colectiva), "in praesentia", as suspeições tornam-se virulentas; abrem-se brechas nas "picadas de alfinetes" da nossa interioridade.
"Há gato escondido, de rabo de fora!"...
Há se há?!...

Ramada, 16 de Abril de 2016, (08h:30')