sábado, 12 de dezembro de 2015

Desconformidades...

Ando por aqui a "marinar" desencantos, a omitir e/ou a deixar sossegar revoltas, e acabo por me sentir perfeitamente adínama, numa quase-insensibilidade, numa estranheza total de tudo...
Nestes três anos de tentativas de organizar escritos que por aí tenho, dispersos sabe-se lá por onde - deparo-me, por vezes, com manuscritos, que eu própria já quase não reconheço: uma força diferente os impregna, uma alegria feita esperança os envolve...
Lidar, estar "por dentro" dos meandros deste mundo perverso de escritores - prefiro "autores"! - é buscar ambiguidades numa corda bamba, - pouco são verdadeiros funâmbulos?!... - é desfazermo-nos em angústias por ou pós-antecipação... Há tanta dissimulação a fingir que é verdade, tanta pobreza de espírito a ufanar-se de supra-sumidade, tanta presunção sem qualquer desboco ou contensão...
Decidi, um dia, tentar a participação na Nós Poetas Editamos.
a) apercebendo-me que havia gralhas, enviei uma listagem, através de um "mailing", com as devidas correcções;
b) mais tarde, (estando eu no Algarve), recebo a notificação para proceder às correcções;
c) como já as tinha efectuado, antecipadamente, fiz notar tal facto à "editora";
d) considerou que o prazo estipulado para fazer as alterações, já se tinha exaurido.
e) Qual o meu espanto, quando recebo os exemplares a que tinha direito e verifico que estava tudo uma perfeita "borrada".
São est(a)/(e)s (o)/(a)s "editor(a)/(e)s" com "profissionalismo"?!...
Para tirar "tira-teimas" e levar a srª a tomar consciência da sua pouca idoneidade, candidatei-me à participação numa nova "editora" que ela constituiu: as Edições Hórus. Tenho que mencionar que:
a) os exemplares que restaram da "Editora" anterior foram "despachados" ao desbarato,
b) e que, uma das proposta para o Natal foi anulada por falta de autores participantes,
c) mas transitou como poposta para a Hórus.
Tentei participar nos "Contos Fantásticos-Vol I". O meu Conto foi escolhido. Por contingências pessoais, aconteceu o mesmo de sempre: a liquidez dos meus recursos estava no limite. Tinha, ainda, que suprir às minhas carências de sobrevivência, e fazer face às minhas obrigações mensais. Posta a questão, (depois de me ter sido garantida a inserção do meu texto na Antologia), se poderia efectuar o pagamento de 32,00€, (pagamento obrigatório!), a 23 do corrente:
1º - não obtive qualquer resposta;
2º - tomo conhecimento, através de um "post" no FaceBook, de que a capa já estava elaborada e o meu nome não constava na lista de, (somente!), três participantes.
3º - Decidi-me a colocar a questão: porquê? Por ainda não ter pago? Tinha-lhe levantado a questão, e o mínimo que seria desejável, é que me respondesse, ou "sim", ou "não".
4º - O "prazo" tinha-se esgotado, e o meu nome eliminado. Boa!? Aptidão, correcção, maturidade e profissionalismo não faltam a esta "srª"...
5º - Nunca fiquei a dever nada a ninguém, minha "amiga"! Tenho o meu "cartel" limp(íssim)o!
6º- Quanto a si, não sei... Aconselho-a a continuar a versejar, (mal e pouco aliciantemente) a quem o queira. 
Como tudo isto é lamentável?!

Outra Editora, (ou grupo de editoras associadas...), é a Pastelaria Studios Editora.
Tenho já alguns exemplares das várias "derivações".
Não desgosto de trabalhar com eles, mas...
Em pouco mais, ou menos, de seis meses duas "convulsões" se declararam:
a) a primeira a propósito da Antologia "Apenas Saudades",
b) e a segunda tendo como objecto a Antologia "A Bíblia dos Pecadores".
Estive por fora no primeiro caso, até porque:
- à uma, o tema era redundante,
- por outro lado, porque não queria "tomar partes".
Não me senti muito "lesada", por ambas as razões, mas fiquei descoroçoada com o "lavar de roupa suja", que se fez na "net". Não há necessidade de chegarmos a "estas vias de facto"... Se a editora solicita ajuda, se se disponibilizam, têm que assumir que não são, de pronto, "sócios", "co-proprietários". Haja consciência!
No segundo caso, "senti" muito "sangue na guelra" por parte do segundo "colaborador", e uma empáfia, que, em abono da verdade, tentou extravasar e ultrapassar os limites para além do aceitável. O que aconteceu, para além de não me surpreender, já o esperava fazia muito tempo. Onde a ingenuidade? E da parte de quem?
Seria uma publicação que me daria imenso prazer ter na minha biblioteca - uma panóplia imensa de textos do mais diverso teor, nos era proposta. "Saí de fininho", de novo. 
Não há necessidade para desajustes e contendas. 
Nem tudo, do que vejo publicado, me agrada; algumas produções desagradam-me, até sobremaneira. Não sou melhor, nem pior: sou diferente, e "tenho dias" - [ou "luas", como prefiro denominar o estado, as circunstâncias, e a apetência, que me levam a circunscrever-me como autora em determinado(s) momento(s)].


Estou de volta aos meus canhenhos.
Com pouca vontade para os coligir, reformular, reestruturar, formatar... 
Vai levar tempo.
So help me Gosh!

Ramada, 2015/12/12, (11h: 12 ')