sexta-feira, 6 de abril de 2012

"Pois assim se fazem as coisas!", Mestre Gil Vicente

Há momentos em que o mestre é, de facto, demasiado actual:
- por dois vinténs vendias as excreções, fotografavas vulvas e rectos cheios de esterco, rançavas em quartos de passe e camas de aluguer,"cantavas o fado a todas", velhas e novas, amigas ou inimigas, casadas ou solteiras... O sexo não tem bandeira, pois então?!...
- a minha consolação é só uma - há sempre descobertas pela "net", e certezas de que comportamentos desviantes não se mudam, se intrínsecos, congénitos.
- Descobri outras "virtudes", muito antes de tentares abordar-me farão dois anos.
- Tem dó: aproveita a vida que te proporcionam agora, e, com um poucochinho de respeito, não te atravesses no meu caminho, não faças voos razantes: há sempre uma adaga à tua espera, e a volta do destino - como "o fio de Ariadne"... isto, se "as voltas da maralha" não te obrigarem a ver o sol esfiapar-se por entre as grades, que bem conheces...

Olvidaste depressa o que
Levavas na maior?!
Ultrajavas, corrompias, prostituías, e
Arvoras-te, agora, em homem correcto,
Parecendo que nunca
Fizeste das mulheres da rua
Bestas da tua libido?!...
Andaste perdido em lupanares,
"Recebeste delas o papel",
Investindo "lavagens" (dele)
Em mulheres sem mancha,
Vazadouros - todas elas na mesma bitola! - dos teus lixos biológicos
Impelido pelo Caos da tua vida:
Lambeste, (e como gostas?!...),  excreções de qualquer uma,
Onde quer que fosse, ajoujado pela desídia e pelo vício

06-07/04/2012, (23h:52-00h:07')

- Acróstico invertido; não é uma dedicatória. É mais um dos meus "complaints" à vida que me ofereceu uma das maiores desgraças que me poderiam ter acontecido - um ser reles, mal-formado, odiento, do mais baixo calibre, que imaginar se pode. Nem a própria família o aceita. Amigos?!... Ah! Quantos me desaustinaram por causa dele - um "hacker" dos piores: tem destruído tudo o que de bom os outros possam tentar construir.
Avisei a amante de que persistia, depois de quatro anos de vivência com ela, (e sabe-se lá que mais?!...), em assediar-me passados cerca de cinco, de o ter banido da minha vida - dá-se por satisfeita: tem engenheiro, (com os cursos da Mondlane, claro! E, provavelmente, à custa da mulher, uma negra moçambicana, que pôs nas ruas da amargura cá por Lisboa). Seria uma benção dos céus, que o mundo se visse livre de tal aberração!
15/04/2012, (03h:18')

terça-feira, 3 de abril de 2012

Quadraturas de um putanheiro

Emporcalhaste a minha vida
Causaste loucura e dor
Não merecias a guarida
Que te ofereci sem supôr

Que eras um renegado
Perverso, doente, louco.
Querias um céu abençoado,
Quando dás sempre tão pouco

Amargura, angústia, cansaço,
Solidão, inveja e desamor
Descarregavas no meu regaço
Todo o teu inadmissível rancor

Por tudo quanto minaste,
Destruíste, desacreditaste
E, afinal, o grande traste
És tu, que nunca amaste!

Nem sabes o que isso é
- Serves o ódio e a revolta.
Chego a ter pena de ti, até,
De não conseguires dar a volta.

03/04/2012, (02h:54')

VERME!

Quis a vida e o destino
Que nos cruzássemos um dia
Vieste, de supetão, tirar o meu sossego:
Um olhar translúcido, fugidio,
Um livro aberto nas mãos,
Contando "estórias" sem alma,
Que, as tuas, nem o Diabo as queria?!
Adensaste em lágrimas corridas,
Pingadas, (hoje sei...), no ante-remorso:
Sabias o mal que me fazias.
Acreditei no chorrilho por desvendar...
Mas a vida, essa, nunca se engana!
Falou por ti, tanto mais quanto te esquivavas.
Fizeste de santuários, prostíbulos,
De Cristo, um trapo ensanguentado,
Da minha fé, uma loucura,
Da minha vida, um inferno.
Lavaram-se tibiezas, dúvidas
Na neve de dois anos seguidos,
Nas águas de três dilúvios,
Nos ciclones que me fustigaram
- Chegaram dos céus as verdades,
Limparam-se auras que enegreceste
Com palavras de morte e inquietação.
Deus deu-me sempre sinais:
Pedi que os seguisses:
Jamais foste capaz de ser...
E ainda dizes que és de paz?!...
Forjaste um mundo de pesadelo,
Quiseste que te amassem,
E cada vez mais te odiavam:
Resta de ti um nome consentâneo:
VERME!

03/04/2012, (02h:29')