Vou voltar aos Contos - 2ª Série.
Cansei-me deste lixo humano, aligeirei muita coisa, no 1º volume.
Este segundo volume será quase um "Inferno" dantesco.
Fisgaram bem a destruição da minha vida. Não havia pior lugar para acreditar que a vida é mesmo uma grandecíssima merda, e as pessoas, (?!...), lixo que nem para reciclagem servem.
Contudo, a malfadada desventura do 25 de Abril de má memória possibilitou que se voltassem do avesso as tripas e mostrassem o que de mais vomitivo e infame pode, alguma vez, ser concebido, ou entendido como humanidade.
A "Rosa de Flores Nenhumas" tem sempre uma pontaria em atinar com o que é absoluta marginalidade. Não falha uma. Foi a "Julieta de Muitos Amores e Coração Doente", a prima desta que é um perfeito saco de vazar excrecências, as meretrizes que por aí pululam - (hoje mais dissimuladas), - e outras que vão aparecendo, sem bem se saber como, e que desaparecem, e depressa são esquecidas pelas da sua igualha.
Aconteceu, não sei como, que a "A(dal)berta Engana-tolos", para ajudar o filho que aqui tem, ou tinha, um andar no 2º esquerdo, se decidiu a alugar o mesmo a uma prima do "Chico Fininho".
Se, na altura, era muito mau com todos os outros, depois da vinda desta, foi um reboliço - quatro filhos, cada um de um pai diferente, (creio...), festanças à conta do pai, que é taxista, apoiada pela mãe, um pobre diabo, mas que é mãe.
A última criança deu "água pela barba". O pai queria ficar com ele dada a vida desregrada, que a mãe levava. Discussões, insultos no prédio, ou nas escadas eram mais que habituais.
O Tribunal de Família ainda me veio interpelar sobre eles. Escusei-me, embora sabendo o que se passava.
Tinha o apoio e a força da "Rosa de Flores Nenhumas". Era um corrupio, escada acima, escada abaixo. Incomodavam-me, tocando à campainha, ou batendo à porta, por coisa nenhuma.
Foram-lhe retirados todos os filhos. O mais novo está com o pai, as duas raparigas com os avós, e o outro rapaz creio que foi entregue para adopção.
Soube, o ano passado, que, depois de tudo isto, ela já tem mais dois filhos - isto o ano passado... Provavelmente agora já terá aumentado a prole.
Por via dela o "Chico Fininho" arranjou amásia, (de peso!).
Crê-se muito engraçada, cheia de génio. Arranjou "adereço": já pode "cantar de alto".
Estas pressuposições, que afloram à "massa cinzenta" destas mulheres, são absolutamente risíveis.
"Abençoados os pobres de espírito..."
Vale Vite, 26/05/2015, (00h:12')
segunda-feira, 25 de maio de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Os "formadores", (dizem-se...), que temos nas nossas escolas...
Segunda metade do ano de 2009.
Fui sempre uma "papa-acções", como meio de alargar horizontes, tentar sair da estagnação a que a vida profissional nos força, envolver-me noutras actividades, com outras pessoas e, eventualmente, permitir-me enfrentar objectivos novos para as novas questões, que nos surgem. Não como "curriculum oculto" - mais que isso: busca de respostas a novas e inusitadas "urgências" que nos são impostas pela camada jovem, com que temos que lidar todos os dias.
Se, com elas, ainda podemos angariar créditos... melhor, ainda.
Nos dias 15 e 16 de Outubro de 2009, estive presente, no Centro de Congressos de Lisboa, no Fórum Creative Learning # Innovation Marketplace.
Um painel imenso de oradores, de quase todas as nacionalidades, vindos dos países de origem, expunham(-se) nas acções desenvolvidas nas escolas, centros de estudos. Muitas "workshops" - participei nas que me foram possíveis. Funcionando ininterruptamente, das 08:30 às 18:00, (no primeiro dia), e das 09:00 às 14:00, (no dia 16). Estafante, muito rápido, quer as intervenções, quer a nossa possibilidade de participação e/ou interacção.
Achei um pouco excessivo, mas havia que pensar e optar pelas alternativas que escolhêssemos, muito rapidamente, e com a destreza, oportunidade, precisão adequadas. Não havia tempo a perder.
Adorei. "Saí de gatas", mas de alma cheia, satisfeita, quer com o que me fora dado ouvir, observar, analisar, quer com as minhas participações.
.......
Restava, agora, regressar à escola.
Estava mais pronta e disposta a descansar, e a absorver, serenamente, tudo. Impensável. Tinha pedido dois dias ao abrigo do artigo que nos permite fazê-lo para estar em Lisboa.
Ainda não era muito mau o ambiente que se fazia sentir na biblioteca, embora não me agradasse, de todo.
Se não estou em erro, era uma sexta-feira.
Os garotos entontecem às segundas e às sextas.
Só estava eu presente. As funcionárias, ou teriam saído, ou teriam sido deslocadas para outro sector.
Não há forma de entenderem que a biblioteca escolar não é, nem uma extensão do pátio de recreio, nem uma sala de A.T.L. Induzi-los a sistematizarem comportamentos, pensarem que os computadores que existem são, principalmente, para funções de pesquisa e/ou execução de tarefas, é, praticamente, improfícuo. Se, para cúmulo, as directrizes, que deveriam ser uniformes e inalteráveis, se mantivessem, ou não variassem de acordo com os humores, as "simpatias", ou o que quer que seja, (para o bem, ou para o lado avesso), o melhor é "partir para a ignorância".
Nunca foi a minha postura, relativamente ao que quer que fosse, desde que as circunstâncias obviassem uma relação professor(a)-alun(o)/(a).
Exasperante.
Desgastada, depois de uma noite mal passada, fui ao Conselho Directivo solicitar que enviassem para lá uma funcionária para me dar apoio, ou, não havendo hipótese, que se encerrasse a biblioteca. Não me encontrava nas melhores condições para entrar em atritos com a garotada. A minha cabeça, num "bum-bum" desenfreado, punha-me quase doida. Toda a gente sabe que devo evitar situações que possam provocar-me dores de cabeça, ou enxaquecas - não será logo de seguida, mas horas depois, é certo que ocorrerão hemorragias nasais, e um imenso desconforto.
Estariam, talvez, três elementos. Os outros já lá não estavam.
Destes três elementos, dois deles eram os representantes, um, dos jardins de infância, e outra, das escolas de 1º ciclo. A terceira pessoa era a "abençoada" do actual director, que o era, também na altura.
Ele já lá não está: creio que se reformou e dedica-se à política. Para mim, era o "psoríaco" - sofria, (e sofrerá, provavelmente), desta doença, (a psoríase). Guardo dele esta imagem, bem como outra, muito mais pública, de apresentação do novo ano lectivo, não me recordo se de 2008/2009, em que se lembrou de homenagear os educadores de infância e os docentes que se tinham aposentado. Não abarcou toda a gente. Um colega pediu a palavra, no meio da assistência, para, sentido, dizer que "lamentava que não se tivessem lembrado da mulher dele, e que, provavelmente, outros teriam sido remetidos ao rol do esquecimento". Em vez de emendar, a direito, e salvaguardar critérios de selecção, preferiu proferir o seguinte: "É natural que nos esqueçamos de alguém; só quem é anormal, se lembra de tudo, e faz tudo certo!"
Êta porreta! Grande cabecinha, esta!
Mas, nesta tarde de sexta-feira o que me foi dado ver e observar foi bastante grave, desbocado, mesmo.
Sentada no colo dele estava a "abençoada", roçando o traseiro pelas partes impúdicas do fulano, e ele rindo. A outra assistia, não se manifestando. Disse o que me tinha levado à sala do Conselho Directivo, aguardei por resposta e saí. Neste intérim nada se alterou. Falta de conduta moral, propósito e decoro.
Que mais se passaria por todas as outras salas?
Obviara o seu "apadrinhamento" desacreditando actividades que outra colega de grupo tinha desenvolvido. Falta com bastante frequência e está sempre salvaguardada.
Percebe-se, agora, que "sabe" falar, convencer, com o corpo todo!
São estes os responsáveis que temos que enfrentar, e a quem deveremos agradar, se quisermos usufruir de benesses.
Sim, o nosso valor, a nossa ética, os nossos princípios, o nosso trabalho são nada.
É preciso é ser-se puta e/ou putanheiro.
Ramada, 18/05/2015, (16h:24')
Fui sempre uma "papa-acções", como meio de alargar horizontes, tentar sair da estagnação a que a vida profissional nos força, envolver-me noutras actividades, com outras pessoas e, eventualmente, permitir-me enfrentar objectivos novos para as novas questões, que nos surgem. Não como "curriculum oculto" - mais que isso: busca de respostas a novas e inusitadas "urgências" que nos são impostas pela camada jovem, com que temos que lidar todos os dias.
Se, com elas, ainda podemos angariar créditos... melhor, ainda.
Nos dias 15 e 16 de Outubro de 2009, estive presente, no Centro de Congressos de Lisboa, no Fórum Creative Learning # Innovation Marketplace.
Um painel imenso de oradores, de quase todas as nacionalidades, vindos dos países de origem, expunham(-se) nas acções desenvolvidas nas escolas, centros de estudos. Muitas "workshops" - participei nas que me foram possíveis. Funcionando ininterruptamente, das 08:30 às 18:00, (no primeiro dia), e das 09:00 às 14:00, (no dia 16). Estafante, muito rápido, quer as intervenções, quer a nossa possibilidade de participação e/ou interacção.
Achei um pouco excessivo, mas havia que pensar e optar pelas alternativas que escolhêssemos, muito rapidamente, e com a destreza, oportunidade, precisão adequadas. Não havia tempo a perder.
Adorei. "Saí de gatas", mas de alma cheia, satisfeita, quer com o que me fora dado ouvir, observar, analisar, quer com as minhas participações.
.......
Restava, agora, regressar à escola.
Estava mais pronta e disposta a descansar, e a absorver, serenamente, tudo. Impensável. Tinha pedido dois dias ao abrigo do artigo que nos permite fazê-lo para estar em Lisboa.
Ainda não era muito mau o ambiente que se fazia sentir na biblioteca, embora não me agradasse, de todo.
Se não estou em erro, era uma sexta-feira.
Os garotos entontecem às segundas e às sextas.
Só estava eu presente. As funcionárias, ou teriam saído, ou teriam sido deslocadas para outro sector.
Não há forma de entenderem que a biblioteca escolar não é, nem uma extensão do pátio de recreio, nem uma sala de A.T.L. Induzi-los a sistematizarem comportamentos, pensarem que os computadores que existem são, principalmente, para funções de pesquisa e/ou execução de tarefas, é, praticamente, improfícuo. Se, para cúmulo, as directrizes, que deveriam ser uniformes e inalteráveis, se mantivessem, ou não variassem de acordo com os humores, as "simpatias", ou o que quer que seja, (para o bem, ou para o lado avesso), o melhor é "partir para a ignorância".
Nunca foi a minha postura, relativamente ao que quer que fosse, desde que as circunstâncias obviassem uma relação professor(a)-alun(o)/(a).
Exasperante.
Desgastada, depois de uma noite mal passada, fui ao Conselho Directivo solicitar que enviassem para lá uma funcionária para me dar apoio, ou, não havendo hipótese, que se encerrasse a biblioteca. Não me encontrava nas melhores condições para entrar em atritos com a garotada. A minha cabeça, num "bum-bum" desenfreado, punha-me quase doida. Toda a gente sabe que devo evitar situações que possam provocar-me dores de cabeça, ou enxaquecas - não será logo de seguida, mas horas depois, é certo que ocorrerão hemorragias nasais, e um imenso desconforto.
Estariam, talvez, três elementos. Os outros já lá não estavam.
Destes três elementos, dois deles eram os representantes, um, dos jardins de infância, e outra, das escolas de 1º ciclo. A terceira pessoa era a "abençoada" do actual director, que o era, também na altura.
Ele já lá não está: creio que se reformou e dedica-se à política. Para mim, era o "psoríaco" - sofria, (e sofrerá, provavelmente), desta doença, (a psoríase). Guardo dele esta imagem, bem como outra, muito mais pública, de apresentação do novo ano lectivo, não me recordo se de 2008/2009, em que se lembrou de homenagear os educadores de infância e os docentes que se tinham aposentado. Não abarcou toda a gente. Um colega pediu a palavra, no meio da assistência, para, sentido, dizer que "lamentava que não se tivessem lembrado da mulher dele, e que, provavelmente, outros teriam sido remetidos ao rol do esquecimento". Em vez de emendar, a direito, e salvaguardar critérios de selecção, preferiu proferir o seguinte: "É natural que nos esqueçamos de alguém; só quem é anormal, se lembra de tudo, e faz tudo certo!"
Êta porreta! Grande cabecinha, esta!
Mas, nesta tarde de sexta-feira o que me foi dado ver e observar foi bastante grave, desbocado, mesmo.
Sentada no colo dele estava a "abençoada", roçando o traseiro pelas partes impúdicas do fulano, e ele rindo. A outra assistia, não se manifestando. Disse o que me tinha levado à sala do Conselho Directivo, aguardei por resposta e saí. Neste intérim nada se alterou. Falta de conduta moral, propósito e decoro.
Que mais se passaria por todas as outras salas?
Obviara o seu "apadrinhamento" desacreditando actividades que outra colega de grupo tinha desenvolvido. Falta com bastante frequência e está sempre salvaguardada.
Percebe-se, agora, que "sabe" falar, convencer, com o corpo todo!
São estes os responsáveis que temos que enfrentar, e a quem deveremos agradar, se quisermos usufruir de benesses.
Sim, o nosso valor, a nossa ética, os nossos princípios, o nosso trabalho são nada.
É preciso é ser-se puta e/ou putanheiro.
Ramada, 18/05/2015, (16h:24')
segunda-feira, 4 de maio de 2015
As "boas novas" vêm sempre ao meu encontro...
2012. Renovação da minha carta de condução
Decidi que não iria ao I.M.T.T. - é desesperante a espera.
Optei por uma Loja do Cidadão: neste caso, a de Benfica. Dois dias consecutivos, inteirinhos, a aguardar que o sistema funcionasse. Uma mole imensa de gente. Os do dia anterior, e os que se propuseram resolver os problemas que tinham, no segundo dia.
Desespero, irritação, intensificavam, mais e mais as inquietações. As funcionárias - numa fleuma admirável - tentavam, pacificamente, abstrair-se. Eram, obviamente, o alvo de todas as diatribes, insultos, faltas de educação. Por muito que queiramos permanecer indiferentes, tudo bole dentro de nós. Um frenesim louco transpirava. Sentíamo-lo, palpável, iminente.
O bom-senso, o recurso, a fuga, ou o que, pressupostamente, possamos considerar, induziu as pessoas a agregarem-se em pequenos grupos, dialogando sobre o que eventualmente ocorresse.
Uma mulher - talvez reconhecendo-me da Lourinhã - foi, cautelosamente, abordando-me, tentando meter conversa. Para mim era uma desconhecida, mas ela deveria conhecer-me, de vista...
O que se diz, se fala, se imagina sobre mim e a minha vida, é-me absolutamente indiferente, (ou forço para que o seja). Já desisti de me incorporar, de me envolver no que quer que seja na Zona Oeste. A negação é completa. O ódio - sentimento aberrante, que nunca soube o que era - aprendi-o por cá. Hoje, tudo e todos, me são indiferentes.
QUERO PAZ!
Sou de paz. Sou um ser descomplicado. Em tudo.
Inevitavelmente, há perguntas que se fazem, não para saberem o que bem entendem querer saber, mas para estabelecer contacto.
"É professora na João das Regras, não é?"
Assenti.
Questionei-me sobre o que se seguiria.
"Então conhece o director..."
"Dedução cretina", pensei com os meus botões. (Que os não tinha: nada do que envergava se fechava, abotoando...)
"Ele nunca tentou nada?"
"Nada, como?" - que diabo de conversa era esta?
Olhei para ela.
"Não há mulher nenhuma com quem ele não tente ter relações."
"Como responsável da escola, tem que lidar com toda a gente, não?"
"Não é a isso a que me refiro..."
"Sou mais velha que ele... Nunca me apercebi disso, ou não está nos meus propósitos misturar trabalho com outras coisas..."
"E ele rala-se bastante com isso?!..."
"Faço a minha vida desligada de problemas. Já basta o que basta. Além do mais, ele é casado, e conheço a mulher."
Riu-se.
"Tem a mania que é jeitoso. Todas essas coisas não lhe fazem mossa, nem o impedem do que quer que seja!"
Franzi o sobrolho. Olhei para ela, e retruquei:
"Devo ser muito burrinha, que nunca me apercebi disso."
Sorriu. Agarrou-me, amigavelmente, no braço, e decidiu-se a encerrar a cusquice:
"Se não me despacharem hoje perco a última camioneta, e amanhã tenho que cá voltar outra vez..."
...............................................
Vale Vite, 04/05/2015, (09h:07')
Decidi que não iria ao I.M.T.T. - é desesperante a espera.
Optei por uma Loja do Cidadão: neste caso, a de Benfica. Dois dias consecutivos, inteirinhos, a aguardar que o sistema funcionasse. Uma mole imensa de gente. Os do dia anterior, e os que se propuseram resolver os problemas que tinham, no segundo dia.
Desespero, irritação, intensificavam, mais e mais as inquietações. As funcionárias - numa fleuma admirável - tentavam, pacificamente, abstrair-se. Eram, obviamente, o alvo de todas as diatribes, insultos, faltas de educação. Por muito que queiramos permanecer indiferentes, tudo bole dentro de nós. Um frenesim louco transpirava. Sentíamo-lo, palpável, iminente.
O bom-senso, o recurso, a fuga, ou o que, pressupostamente, possamos considerar, induziu as pessoas a agregarem-se em pequenos grupos, dialogando sobre o que eventualmente ocorresse.
Uma mulher - talvez reconhecendo-me da Lourinhã - foi, cautelosamente, abordando-me, tentando meter conversa. Para mim era uma desconhecida, mas ela deveria conhecer-me, de vista...
O que se diz, se fala, se imagina sobre mim e a minha vida, é-me absolutamente indiferente, (ou forço para que o seja). Já desisti de me incorporar, de me envolver no que quer que seja na Zona Oeste. A negação é completa. O ódio - sentimento aberrante, que nunca soube o que era - aprendi-o por cá. Hoje, tudo e todos, me são indiferentes.
QUERO PAZ!
Sou de paz. Sou um ser descomplicado. Em tudo.
Inevitavelmente, há perguntas que se fazem, não para saberem o que bem entendem querer saber, mas para estabelecer contacto.
"É professora na João das Regras, não é?"
Assenti.
Questionei-me sobre o que se seguiria.
"Então conhece o director..."
"Dedução cretina", pensei com os meus botões. (Que os não tinha: nada do que envergava se fechava, abotoando...)
"Ele nunca tentou nada?"
"Nada, como?" - que diabo de conversa era esta?
Olhei para ela.
"Não há mulher nenhuma com quem ele não tente ter relações."
"Como responsável da escola, tem que lidar com toda a gente, não?"
"Não é a isso a que me refiro..."
"Sou mais velha que ele... Nunca me apercebi disso, ou não está nos meus propósitos misturar trabalho com outras coisas..."
"E ele rala-se bastante com isso?!..."
"Faço a minha vida desligada de problemas. Já basta o que basta. Além do mais, ele é casado, e conheço a mulher."
Riu-se.
"Tem a mania que é jeitoso. Todas essas coisas não lhe fazem mossa, nem o impedem do que quer que seja!"
Franzi o sobrolho. Olhei para ela, e retruquei:
"Devo ser muito burrinha, que nunca me apercebi disso."
Sorriu. Agarrou-me, amigavelmente, no braço, e decidiu-se a encerrar a cusquice:
"Se não me despacharem hoje perco a última camioneta, e amanhã tenho que cá voltar outra vez..."
...............................................
Vale Vite, 04/05/2015, (09h:07')
domingo, 3 de maio de 2015
Inapetência de tudo
Tenho que me obrigar a voltar aqui, com mais frequência.
Viver só, lutar só, estar longe da família e dos amigos, é, por força, peso demasiado para quem tem tido muito pouco de agradável toda a vida. Não é para sentir que posso falar do que me preocupa - nunca foi essa a minha forma de estar com os outros; também eles têm os seus problemas, embora haja muito quem entenda que fazer dos que estão mais próximos a "caixa de Pandora", possa colmatar, aligeirar as cargas que têm. E sei do que falo - crêem que sou "forte", "nada me derruba".
A nossa fisionomia não engana: é o retrato do que nos massacra, por muita maquilhagem que utilizemos para esconder, disfarçar, minimizar os estragos.
Já fez um ano que, desgostosa com o que ocorria na minha casa da Ramada, depois de ter solicitado uma vistoria dos seguros, me decidi ir vaguear até à Linha. Era fim, ou início de mês - pelo facto de estarmos em fim-de-semana, o pagamento dos vencimentos deu-se mais cedo. Estacionei o carro na alameda do Casino, saí e fui tomar um café, aproveitando para observar a multidão de gente nova que enchia os cafés e esplanadas das arcadas. Copos, garrafas, cinzeiros a transbordar... Quão diferentes eram as seroadas dos meus tempos de estudante, quando tinha a idade deles?!...
Voltei ao carro e arranquei serenamente - regressava a casa, cansada e insatisfeita, talvez mais do que estava.
Junto à estação do Estoril uma mega-operação auto-stop. Muitos polícias, e imensas viaturas.Imaginei que seria para apanhar os beberrões, que tinham que passar por ali. Seria, também. Mas era dia de recebimento da função pública - não há melhor dia para se fazerem colectas.
Mandaram-me estacionar. Ando sempre despreocupada - tento ter tudo certinho: gosto pouco de me sentir desconfortável, ou de ser incomodada.
Surpresa das surpresas: andava sem seguro há um ano!
Ía-me dando o trangalomango!
Os prémios eram sacados mensalmente, o que já onerava bastante o seguro, que era de cobertura total.
Queriam apreender-me o carro, depois decidiram que seria a carta de condução, mas, por fim decidiram-se pelo livrete. A multa: 500,00€. Duvidaram quando disse que não tinha dinheiro. Comigo só tinha 10,00€. Tinha o rol de contas para pagar, ainda. Nunca sobra nada,e o esforço, os sacrifícios e a "ginástica" que faço mensalmente é de loucos.
Tinham cancelado o seguro - o agente, Paulo Seguros, na Lourinhã.
Hoje, para além da incompetência denotada, sei que jamais o poderia ter feito. Alegou que o carro tinha dez anos e já não podia ter seguros contra todos os riscos. Ainda faltava um ano quando tomou essa "belíssima" decisão. Depois, seguros antigos deste género, não podem ser resolvidos. Mais, ainda: como mediador de outras companhias deveria ter-me proposto uma alternativa.
O processo está, ainda, para resolução.
Recorri a todas as instâncias possíveis. Aguardo. Vou renovando a guia, porque aqui não se pode viver sem viatura própria.
As artimanhas e espertezas saloias desta gentalha...
Vale Vite, 03/05/2015, (11h:55')
Viver só, lutar só, estar longe da família e dos amigos, é, por força, peso demasiado para quem tem tido muito pouco de agradável toda a vida. Não é para sentir que posso falar do que me preocupa - nunca foi essa a minha forma de estar com os outros; também eles têm os seus problemas, embora haja muito quem entenda que fazer dos que estão mais próximos a "caixa de Pandora", possa colmatar, aligeirar as cargas que têm. E sei do que falo - crêem que sou "forte", "nada me derruba".
A nossa fisionomia não engana: é o retrato do que nos massacra, por muita maquilhagem que utilizemos para esconder, disfarçar, minimizar os estragos.
Já fez um ano que, desgostosa com o que ocorria na minha casa da Ramada, depois de ter solicitado uma vistoria dos seguros, me decidi ir vaguear até à Linha. Era fim, ou início de mês - pelo facto de estarmos em fim-de-semana, o pagamento dos vencimentos deu-se mais cedo. Estacionei o carro na alameda do Casino, saí e fui tomar um café, aproveitando para observar a multidão de gente nova que enchia os cafés e esplanadas das arcadas. Copos, garrafas, cinzeiros a transbordar... Quão diferentes eram as seroadas dos meus tempos de estudante, quando tinha a idade deles?!...
Voltei ao carro e arranquei serenamente - regressava a casa, cansada e insatisfeita, talvez mais do que estava.
Junto à estação do Estoril uma mega-operação auto-stop. Muitos polícias, e imensas viaturas.Imaginei que seria para apanhar os beberrões, que tinham que passar por ali. Seria, também. Mas era dia de recebimento da função pública - não há melhor dia para se fazerem colectas.
Mandaram-me estacionar. Ando sempre despreocupada - tento ter tudo certinho: gosto pouco de me sentir desconfortável, ou de ser incomodada.
Surpresa das surpresas: andava sem seguro há um ano!
Ía-me dando o trangalomango!
Os prémios eram sacados mensalmente, o que já onerava bastante o seguro, que era de cobertura total.
Queriam apreender-me o carro, depois decidiram que seria a carta de condução, mas, por fim decidiram-se pelo livrete. A multa: 500,00€. Duvidaram quando disse que não tinha dinheiro. Comigo só tinha 10,00€. Tinha o rol de contas para pagar, ainda. Nunca sobra nada,e o esforço, os sacrifícios e a "ginástica" que faço mensalmente é de loucos.
Tinham cancelado o seguro - o agente, Paulo Seguros, na Lourinhã.
Hoje, para além da incompetência denotada, sei que jamais o poderia ter feito. Alegou que o carro tinha dez anos e já não podia ter seguros contra todos os riscos. Ainda faltava um ano quando tomou essa "belíssima" decisão. Depois, seguros antigos deste género, não podem ser resolvidos. Mais, ainda: como mediador de outras companhias deveria ter-me proposto uma alternativa.
O processo está, ainda, para resolução.
Recorri a todas as instâncias possíveis. Aguardo. Vou renovando a guia, porque aqui não se pode viver sem viatura própria.
As artimanhas e espertezas saloias desta gentalha...
Vale Vite, 03/05/2015, (11h:55')
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