O Lavrador Enganador
O meu primeiro contacto com o casal aconteceu através do filho mais velho, na praia, quando eu, já desesperada com a praga de moscas, .....................................me decidi a voltar para casa.
Poisei o saco para conseguir subir pelas rochas - ................................... - quando deparo com o garoto, que o tinha na mão e mo entregava.
O segundo contacto foi de fugida à porta de casa - vivem noutro edifício, mas vinham deixar o jipão, ............., à minha porta, .............
Comecei depois a notar um certo cerco - procuravam as mesas perto da minha se almoçava ou jantava fora; a minha mãe, ............, conheceu uma senhora, que visitava quando cá estava; a mulher do Lavrador deu-se de amizades com a dita senhora, ............. , para, ............., se aproximar de nós.
.......................................................
............, por causa do vendaval ciclónico, toda esta região foi afectada.
......................................................
Foi um pedinchar de subsídios, e uma perfeita boda aos pobres.
......................................................
Não acredito que numa família onde só o homem trabalhe, (da lavoura), com dois filhos, possa auferir rendimentos que possibilitem ter uma casa, dois carros, ir jantar ou almoçar fora todos os fins-de-semana.
Aconteceu, no entretanto, numa das minhas incursões pelo campo, ter descoberto que andavam, às recôndidas, a construir uma vivenda, enorme. Não ficaram muito à vontade quando me viram - grandes subsídios teriam sido, a pagar por todos nós, ................
O terreno não será de grandes dimensões, a julgar pela produção que consegue acomodar numa carrinha de caixa aberta - quando vai cheia; a maioria das vezes leva caixas vazias, ou nada.
Ou muito caro vende os produtos, ou outras negociatas haverá?!...
Mas de estratagemas, vilanias e vidas duplas são estas mentes férteis...
Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho de 2012
Composição: fast.livro