Só
Eu sinto-me inexoravelmente só
De uma forma amorfa de já não sentir nada
E uma dor que arde e que dói
Uma lágrima quente que fenece no saco lacrimal
E um ritus de amargura sobraçando desencantos translúcidos no olhar
E eu sinto-me só
E eu quero viver
E eu quero amar
E eu quero gente em meu redor
E quero sentir dor, dádiva, ternura, amor
Quero não ser eu, mas alguém projectado de mim
Nas vibrações esparsas de mim divergentes
Nas lucubrações incessantes
Da extemporaneidade das minhas sensações
Só
Um vácuo incómodo,
Uma tortura da minha volição atrofiada
Um sonho que remanesce em acto interrompido, irrealizado
Tristeza amalgamada em raiva, inércia, amorfismo
25/08/1983, (22h:00')
domingo, 13 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Cuidado com as imitações
Deixa-te de presunções
Põe de lado a arrogância
Cuidado com as imitações
E age com muita prudência
Princípios?!... Sei como são:
Gerem sempre a contratempo
Não são mais qu'ilusões
De quem não tem qualquer tento
Nem mãe soubeste ser
E, pelos vistos, nem mulher
Avisei-te: não quiseste saber
- Era eu o mal-te-quer...
Deixa-te de ilusões
Serôdeas e mal concebidas:
O mundo é de realizações,
De verdades bem assumidas
Deita-te a dormir! É melhor...
"Que não há mal que sempre dure"
Se a realidade fôr sempre maior
Que uma quimera que perdure
Agradece a Deus e à vida
Teres um "amor de raíz", (???...)
Meu Deus! Ai se tudo numa lida
Não te roçasse com o cariz
De mula velha e sabida?!...
Ignorante! Deixa-me em paz!
Vai à tua puta de vida!
Faz com quem o que t'apraz!
Não toques em mim, sequer,
Nem que seja mesmo de raspão!
Outras também quiseram ser
Da minha vida um refrão.
Pois é: cama de ilusões,
Fortuitas, gastas, passadas...
E, sem saber, tu supões
Ser a eleita entre as desejadas
Coitada de ti, amostra de gente,
Que persegues quem menos deves
Olha-o bem, bem de frente
E verás ironia, embuste, disfarces.
Tola, cega, surda, presunçosa
- Pretendes dourar a canga
E não passas de mentirosa:
Já basta de tanta tanga!
01/06/2012, (23h:35')
- quem será este espinho no roseiral da minha vida???
- a propósito dos "saques" sucessivos às minhas ideias, expostas em grupos públicos, ou nos meus "blogs"
Põe de lado a arrogância
Cuidado com as imitações
E age com muita prudência
Princípios?!... Sei como são:
Gerem sempre a contratempo
Não são mais qu'ilusões
De quem não tem qualquer tento
Nem mãe soubeste ser
E, pelos vistos, nem mulher
Avisei-te: não quiseste saber
- Era eu o mal-te-quer...
Deixa-te de ilusões
Serôdeas e mal concebidas:
O mundo é de realizações,
De verdades bem assumidas
Deita-te a dormir! É melhor...
"Que não há mal que sempre dure"
Se a realidade fôr sempre maior
Que uma quimera que perdure
Agradece a Deus e à vida
Teres um "amor de raíz", (???...)
Meu Deus! Ai se tudo numa lida
Não te roçasse com o cariz
De mula velha e sabida?!...
Ignorante! Deixa-me em paz!
Vai à tua puta de vida!
Faz com quem o que t'apraz!
Não toques em mim, sequer,
Nem que seja mesmo de raspão!
Outras também quiseram ser
Da minha vida um refrão.
Pois é: cama de ilusões,
Fortuitas, gastas, passadas...
E, sem saber, tu supões
Ser a eleita entre as desejadas
Coitada de ti, amostra de gente,
Que persegues quem menos deves
Olha-o bem, bem de frente
E verás ironia, embuste, disfarces.
Tola, cega, surda, presunçosa
- Pretendes dourar a canga
E não passas de mentirosa:
Já basta de tanta tanga!
01/06/2012, (23h:35')
- quem será este espinho no roseiral da minha vida???
- a propósito dos "saques" sucessivos às minhas ideias, expostas em grupos públicos, ou nos meus "blogs"
Tem graça?!...
Andam todos em porfia
P'ra me esgotarem os sentidos
No final, quem mais pia
Fininho, mostra delírios sofridos
Guardados a ferro e fogo
Dentro do peito. Aspirações
São desejos talhados tão logo
Que dão lugar a desilusões
Fica-se sempre pela rama
Vai-se o sonho e a magia
E em toda esta trama
Sou eu que aguento a porfia
De quererem, uns mais que outros,
Neutralizar-me a frescura
Do dia que rompe dentre outros
Trazendo-me a bendita ventura
De esperar sempre algo de novo
Todos os dias em cada dia
Em que me esforço e renovo
Por manter a minha alegria
De receber com fleuma, bonomia,
Respeito, civismo, credibilidade
- Deparo que em tudo é nostalgia
Doutros tempos, outra civilidade
03/06/2012, (15h:43')
- exasperada com a persistência da Graça M Araújo em fazer-se de ("santinha") casamenteira
P'ra me esgotarem os sentidos
No final, quem mais pia
Fininho, mostra delírios sofridos
Guardados a ferro e fogo
Dentro do peito. Aspirações
São desejos talhados tão logo
Que dão lugar a desilusões
Fica-se sempre pela rama
Vai-se o sonho e a magia
E em toda esta trama
Sou eu que aguento a porfia
De quererem, uns mais que outros,
Neutralizar-me a frescura
Do dia que rompe dentre outros
Trazendo-me a bendita ventura
De esperar sempre algo de novo
Todos os dias em cada dia
Em que me esforço e renovo
Por manter a minha alegria
De receber com fleuma, bonomia,
Respeito, civismo, credibilidade
- Deparo que em tudo é nostalgia
Doutros tempos, outra civilidade
03/06/2012, (15h:43')
- exasperada com a persistência da Graça M Araújo em fazer-se de ("santinha") casamenteira
(Teatrinhos para entreter sexalescentes)
outra vaca intentou
fazer de mim tolinha
a sorte não a bafejou
com o amor do "sopinha"
que a atiça e acicata
correndo p'ra junto de mim:
se ela não se percata
temos manjerona e alecrim
não comigo, que sou tola?!...
vai, de mansinho, a "madrinha"
temperar com caldo a rola
p'ra não encrespar o "sopinha"
coitado, ainda pensa
que chegou ao termo
da busca da sua tença
quando nos vimos a esmo
por momentos tão breves,
insólitos, sem densidades,
esquece-se das suas leves,
transitórias, nulas vaidades
de imaginar-se um galã
anos trinta... por aí fora
anda sempre num afã
mas, p'ra mim, não tem hora
marcada com o amor:
outros desígnios quereria
- amizade, dança, calor
para quebrar a monotonia
desta vida de enganos
em que os velhos, cegos, toldados
esquecem o peso dos anos
julgando-se eternos (e)namorados
anda o mundo doido varrido
num corropio danado
fogo fátuo e alarido
por coisas já do passado
a idade traz temperança
na vivência com alegria
acreditam na vã esperança
de refazerem tudo, todavia.
06/06/2012, (01h:15')
- personagens referenciadas: Fátima Ribeiro, (Malaposta), Juliano Louceiro, Graça M Araújo
fazer de mim tolinha
a sorte não a bafejou
com o amor do "sopinha"
que a atiça e acicata
correndo p'ra junto de mim:
se ela não se percata
temos manjerona e alecrim
não comigo, que sou tola?!...
vai, de mansinho, a "madrinha"
temperar com caldo a rola
p'ra não encrespar o "sopinha"
coitado, ainda pensa
que chegou ao termo
da busca da sua tença
quando nos vimos a esmo
por momentos tão breves,
insólitos, sem densidades,
esquece-se das suas leves,
transitórias, nulas vaidades
de imaginar-se um galã
anos trinta... por aí fora
anda sempre num afã
mas, p'ra mim, não tem hora
marcada com o amor:
outros desígnios quereria
- amizade, dança, calor
para quebrar a monotonia
desta vida de enganos
em que os velhos, cegos, toldados
esquecem o peso dos anos
julgando-se eternos (e)namorados
anda o mundo doido varrido
num corropio danado
fogo fátuo e alarido
por coisas já do passado
a idade traz temperança
na vivência com alegria
acreditam na vã esperança
de refazerem tudo, todavia.
06/06/2012, (01h:15')
- personagens referenciadas: Fátima Ribeiro, (Malaposta), Juliano Louceiro, Graça M Araújo
Subscrever:
Mensagens (Atom)