Vai um ano mal-parado de contradições e decisões precipitadas, a perturbarem a(s) nossa(s) fragilidade(s).
Cada início de ano tem um aguilhão desconfortante, acidulento, perturbador para quem detesta manusear papelada, lidar e "quebrar a cabeça" com contas, que já nos forçaram, por demais, a pesar a(s) oportunidade(s), a(s) pertinência(s) da nossa obrigação em gastos impositivos, a que não nos podemos furtar, ao longo de cada um dos meses de cada ano civil.
Angustia-me, quase por antecipação, a aproximação da entrega do I.R.S. [E costumo, (porque, por princípio sou assim), ter tudo organizado...].
Todos os anos há uma qualquer presumível inovação, ou alteração, nos boletins. Os mais desnorteados fazem por desestabilizar a pachorra dos outros, muitas das vezes sem qualquer necessidade, ou préstimo.
Este ano não foi diferente. Ou melhor: foi muito bem "esgalhada" a idiotia das e-facturas, se... se elas tivessem funcionado, de facto!
Dois meses inteiros a "seringarem-nos" o juízo para "validarmos" as facturas, e nem 1/100 delas se encontravam lançadas. Se houver muita gente, que, como eu, solicita facturas sempre que subtrai qualquer valor ao seu fundo de maneio, imagine-se a caterva de registos, do ano passado para cá, em duplicado?!... Deveríamos escusar-nos de o fazer, porque, para além de ser de lei, há que comprovar que se vendeu, ou comprou serviços. Mesmo assim, há quem se faça de surdo, na expectativa de que se passe ao olvido a pretensão, bem pertinente, que qualquer um de nós tem de "controlar" a sua contabilidade caseira.
Mas é por todos estes dissimulados que nos querem como vigilantes.
Com a e-factura certificamos, não o que adquirimos, mas a fiabilidade e honestidade de quem tem "porta aberta", a oferecer géneros e/ou artigos de toda a espécie.
Apesar de tudo, há discrepâncias que, queiramos, ou não, nos saltam à vista. A saber:
a) "fabricaram" os símbolos, que nos canalizam, (crendo que facilitando-nos o "trabalho"...), para as várias opções, ou variantes dos nossos "investimentos". Contudo, não dá a "bota com a perdigota": "não sabendo onde lançar a despesa, vá para Outros". Pois...
b) Relativamente aos valores do I.V.A.: há coisas do diabo! Cada loja considera artigos do mesmo género de modo diferente: nuns casos, 6%, noutros, 13%, e/ou, ainda, 23%... Como tento movimentar-me por logicidade e da forma mais simplista que me fôr possível, - (até para agregar as despesas nas "caixinhas de arquivo das e-facturas), - resulta tudo "impraticável para consumo". Dá vontade de "mandar tudo às ortigas"...
c) As anteriores são as mais gritantes, mas há muit(íssim)os outros exemplos.
Ainda creio, que, desde a implantação das máquinas registadoras alteradas para o sistema de fiscalidade directa, seria desnecessária toda a confusão em sucedâneo. Ninguém vive do ar. Dizer-se que "o que eles querem é saber da nossa vida!", para se esquivarem à emissão, ou pedido das facturas-recibo, não é o mais cordial. Controlamo-nos mutuamente: quem vende, a quem compra, e vice-versa. Se queremos uma sociedade mais equilibrada, temos que ir por aí.
De nada serve desbaratar aos quatro ventos, que há cada vez mais pobres, e ricos mais ricos. Vigiemo-nos, então!...
Lembrei-me disto depois de me debruçar, desconfortavelmente, (diga-se de passagem), sobre os meus canhenhos para registo no meu I.R.S., e, também,
só porque hoje é véspera do 25 de Abril
das Liberdades,
das Igualdades
e
das Fraternidades!
Ramada, 24/04/2016, (23h:50')
domingo, 24 de abril de 2016
sábado, 16 de abril de 2016
A noção das evidências
Máscaras, utilizamo-las, seja lá por que razão fôr.
Auto-defesas, disfarces, couraças adquiridas... que, por vezes, se tornam a nossa segunda pele.
Mas há sempre traços, que, inadvertidamente, nos denunciam, para o bem, ou para o mal, e que projectam, de forma clara, impressiva, categórica, tudo do que pretendemos evadirmo-nos, que não queremos que se saiba, ou do que possamos estabelecer como não conveniente que se saiba.
Darmo-nos a conhecer nem sempre nos traz simplicidade e conforto. As pessoas, (outras), utilizam essas ocorrências, para nos vitimar, nos fazer sofrer, e massacrar com o que, e pelo que envidamos todos os esforços para nos fazermos entender e respeitar; quando a credibilidade, a fiabilidade, a segurança, a certeza das convicções são as estacas que se deseja, se pugna por instaurar nas relações humanas - (que a raros é permitido e consentido fazer ou exigir...) - deparamo-nos com as pseudo- interpretações, análises e avaliações menos justas, nada certificadas, dos outros, que se desmacaram da sua interioridade.
"Somos a medida de todas as coisas", já dizia o filósofo.
"Pela boca morre o peixe", reza o ditado popular.
"Somos o retrato uns dos outros"...
Tantas e tantas outras, diversificadas asserções?!...
Tenho, para mim, que os "sinais de alerta" nunca me enganam, por mais "coloridas", ficcio-realizadas, compostas e verosímeis que sejam as "inscrições" casuais, circunstanciais, esporádicas, ou não, dos/nos registos que possamos observar pelas/nas posturas, atitudes e comportamentos dos nossos relacionamentos. Se, e quando surgem, já nada as consegue apagar ou eliminar: subsistem, "como pedra no sapato", aguilhoando-nos, mantendo viva, pertinaz, a nossa atenção.
Raramente me enganam. Leve(m) o tempo que levar(em) a(s) capciosa(s) estratégia(s) a que recorrerem.
Quando terceiros pretendem, sem que lhes seja solicitada, ou sequer referida, a certi(tude)/(ficação) para avalizarem o que quer que seja de alguém, (individual ou pessoa colectiva), "in praesentia", as suspeições tornam-se virulentas; abrem-se brechas nas "picadas de alfinetes" da nossa interioridade.
"Há gato escondido, de rabo de fora!"...
Há se há?!...
Ramada, 16 de Abril de 2016, (08h:30')
Auto-defesas, disfarces, couraças adquiridas... que, por vezes, se tornam a nossa segunda pele.
Mas há sempre traços, que, inadvertidamente, nos denunciam, para o bem, ou para o mal, e que projectam, de forma clara, impressiva, categórica, tudo do que pretendemos evadirmo-nos, que não queremos que se saiba, ou do que possamos estabelecer como não conveniente que se saiba.
Darmo-nos a conhecer nem sempre nos traz simplicidade e conforto. As pessoas, (outras), utilizam essas ocorrências, para nos vitimar, nos fazer sofrer, e massacrar com o que, e pelo que envidamos todos os esforços para nos fazermos entender e respeitar; quando a credibilidade, a fiabilidade, a segurança, a certeza das convicções são as estacas que se deseja, se pugna por instaurar nas relações humanas - (que a raros é permitido e consentido fazer ou exigir...) - deparamo-nos com as pseudo- interpretações, análises e avaliações menos justas, nada certificadas, dos outros, que se desmacaram da sua interioridade.
"Somos a medida de todas as coisas", já dizia o filósofo.
"Pela boca morre o peixe", reza o ditado popular.
"Somos o retrato uns dos outros"...
Tantas e tantas outras, diversificadas asserções?!...
Tenho, para mim, que os "sinais de alerta" nunca me enganam, por mais "coloridas", ficcio-realizadas, compostas e verosímeis que sejam as "inscrições" casuais, circunstanciais, esporádicas, ou não, dos/nos registos que possamos observar pelas/nas posturas, atitudes e comportamentos dos nossos relacionamentos. Se, e quando surgem, já nada as consegue apagar ou eliminar: subsistem, "como pedra no sapato", aguilhoando-nos, mantendo viva, pertinaz, a nossa atenção.
Raramente me enganam. Leve(m) o tempo que levar(em) a(s) capciosa(s) estratégia(s) a que recorrerem.
Quando terceiros pretendem, sem que lhes seja solicitada, ou sequer referida, a certi(tude)/(ficação) para avalizarem o que quer que seja de alguém, (individual ou pessoa colectiva), "in praesentia", as suspeições tornam-se virulentas; abrem-se brechas nas "picadas de alfinetes" da nossa interioridade.
"Há gato escondido, de rabo de fora!"...
Há se há?!...
Ramada, 16 de Abril de 2016, (08h:30')
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