quarta-feira, 11 de junho de 2014

Um Conto de quando em vez - (excertos)

A Velha e o Jarreta

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Como aparecem estas encomendas, ainda não sei, mas deixam sempre marcas de inevitáveis juízos prematuros, "emprenhados de ouvido".....

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Desculpabilizar com a idade, não é razão suficiente.
Minimizar com as possibilidades que as aptidões e/ou habilitações lhes conferem, também não me parece suficiente.
É denotativa falta de percepção, de visão, de sentimentos e valores humanos, intrínsecos.

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Primeiro o Jarreta, para meter conversa, não arranjou outro meio, senão assustar-me, um dia em que vinha carregada do supermercado, abrindo a porta de rompante.

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A mulher, a Velha, um dia entendeu ser malcriada comigo, dizendo que a roupa que tinha a secar lhe tirava a luz. Dobrei a roupa, e calei-me. Quase nunca cá estão. Era, por força, implicância nítida. Da segunda vez, ...............o desplante da fulana a retirar-me a roupa do meu estendal?!... Ouviu o que não quis, que não sou de modas, e sou bem portuguesa, quando me forçam a isso.

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Contos em Noites de Lua Cheia 
Composição: Fast.LIvro
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho 2012