sábado, 29 de junho de 2013

Um conto de quando em vez...

Porque hoje tive um dia delicioso, (apesar da "sopa" até chegar à Casa dos Bicos, que me desestabiliza completamente a tensão arterial, e me põe - "a idade não perdoa..." - tonta, como bêbeda, (o que nunca aconteceu, quando bebia, e bem!) - vou  transcrever, das minhas Notas Finais ao meu primeiro livrinho, algumas breves passagens. Composição da fast.livro, que, apesar das muitas correcções por mim efectuadas, fez caso omisso das longas e cuidadas observações que fiz, "corrigindo", também, alguns vocábulos.. 
Adiante, que amanhã deverei ter muito que fazer e hoje deixo que a pena aligeire o meu cansaço:


Não tenciono a destruição, prefiro a reacção óbvia às contrariedades por que tenho passado; muitas, dolorosas, que jamais se apagarão - a minha memória é o meu pior castigo: não esqueço nunca o mal que me fazem. Perdoar? Nem Deus perdoa....

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Tinha a minha vida organizada, limpa, sadia, preenchida, liberta de preconceitos abstrusos: quero-a de volta!
18/01/2012, (03h:38')

Contos em Noites de Lua Cheia
Junho de 2012
ISBN: 978-989-20-3163-7

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Solstício de Verão - 22 de Junho de 2013

Tinha, inicialmente, decidido ir rever gente amiga durante os festejos do Solstício, na A.D.F.A.

Entretanto surgiu-me o convite do C.C. da Malaposta - bem mais perto de casa.
Poesias do Mundo, com José Fanha, como "diseur", acompanhado, na percursão, por José Ferreira. 
Parques cheios, muita gente, e os desalmados nem se dignaram a dar qualquer justificação: pura e simplesmente, não apareceram.
Nunca se perde tudo.
Estive em réplica poética com uma espanhola, e mais algumas amigas. Mas, mais importante que isso, neste "concerto" improvisado, revi e estive em cavaqueira com Elsa de Noronha, a filha do grande poeta moçambicano Rui de Noronha.

Não vi o diabo do José Fanha. Vi alguém que adoro ouvir declamar: Elsa de Noronha! Que belos momentos passados no Centro Cultural Luso-Moçambicano, e na Embaixada de Moçambique?!...


Não sei se voltarei à Malaposta para ouvir o Fanha - não merece consideração! Vésperas de festejos!... Perdeu-se nos copos, ou a brincar com martelinhos?!...
  

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Santo António

Coitado de ti, Santinho
Querem-te p'ra casamenteiro
Julgam qu'a bilha é de  vinho
Fazem de ti um brejeiro

Não sabem que não querias
Ver a família, tão pouco
Afinal tu só querias
Estar fora do mundo louco

Nossa Senhora ditou
O  pior dos teus ofícios:
Apelar a quem rezou
Para encontrar benefícios

Ou gente que se perdeu.
E tu, Santo adorado,
Mesmo sem o solidéu,
Cumpres tudo com agrado

Devolves ao pobre e ao rico
As benesses em descaminho.
Em casório e namorico
Querem-te para padrinho

Que sabes disso, tu, Santo?
Fazem versos, queimam flores
Para afastar o quebranto
Dos desditosos amores

Quem se perdeu, é achado;
Sanas males do coração;
Quem tem dores, é curado;
Tens p'ra tudo aliviação.


Vale Vite,
13/06/2013, (05h:42')