Ando por aqui a "marinar" desencantos, a omitir e/ou a deixar sossegar revoltas, e acabo por me sentir perfeitamente adínama, numa quase-insensibilidade, numa estranheza total de tudo...
Nestes três anos de tentativas de organizar escritos que por aí tenho, dispersos sabe-se lá por onde - deparo-me, por vezes, com manuscritos, que eu própria já quase não reconheço: uma força diferente os impregna, uma alegria feita esperança os envolve...
Lidar, estar "por dentro" dos meandros deste mundo perverso de escritores - prefiro "autores"! - é buscar ambiguidades numa corda bamba, - pouco são verdadeiros funâmbulos?!... - é desfazermo-nos em angústias por ou pós-antecipação... Há tanta dissimulação a fingir que é verdade, tanta pobreza de espírito a ufanar-se de supra-sumidade, tanta presunção sem qualquer desboco ou contensão...
Decidi, um dia, tentar a participação na Nós Poetas Editamos.
a) apercebendo-me que havia gralhas, enviei uma listagem, através de um "mailing", com as devidas correcções;
b) mais tarde, (estando eu no Algarve), recebo a notificação para proceder às correcções;
c) como já as tinha efectuado, antecipadamente, fiz notar tal facto à "editora";
d) considerou que o prazo estipulado para fazer as alterações, já se tinha exaurido.
e) Qual o meu espanto, quando recebo os exemplares a que tinha direito e verifico que estava tudo uma perfeita "borrada".
São est(a)/(e)s (o)/(a)s "editor(a)/(e)s" com "profissionalismo"?!...
Para tirar "tira-teimas" e levar a srª a tomar consciência da sua pouca idoneidade, candidatei-me à participação numa nova "editora" que ela constituiu: as Edições Hórus. Tenho que mencionar que:
a) os exemplares que restaram da "Editora" anterior foram "despachados" ao desbarato,
b) e que, uma das proposta para o Natal foi anulada por falta de autores participantes,
c) mas transitou como poposta para a Hórus.
Tentei participar nos "Contos Fantásticos-Vol I". O meu Conto foi escolhido. Por contingências pessoais, aconteceu o mesmo de sempre: a liquidez dos meus recursos estava no limite. Tinha, ainda, que suprir às minhas carências de sobrevivência, e fazer face às minhas obrigações mensais. Posta a questão, (depois de me ter sido garantida a inserção do meu texto na Antologia), se poderia efectuar o pagamento de 32,00€, (pagamento obrigatório!), a 23 do corrente:
1º - não obtive qualquer resposta;
2º - tomo conhecimento, através de um "post" no FaceBook, de que a capa já estava elaborada e o meu nome não constava na lista de, (somente!), três participantes.
3º - Decidi-me a colocar a questão: porquê? Por ainda não ter pago? Tinha-lhe levantado a questão, e o mínimo que seria desejável, é que me respondesse, ou "sim", ou "não".
4º - O "prazo" tinha-se esgotado, e o meu nome eliminado. Boa!? Aptidão, correcção, maturidade e profissionalismo não faltam a esta "srª"...
5º - Nunca fiquei a dever nada a ninguém, minha "amiga"! Tenho o meu "cartel" limp(íssim)o!
6º- Quanto a si, não sei... Aconselho-a a continuar a versejar, (mal e pouco aliciantemente) a quem o queira.
Como tudo isto é lamentável?!
Outra Editora, (ou grupo de editoras associadas...), é a Pastelaria Studios Editora.
Tenho já alguns exemplares das várias "derivações".
Não desgosto de trabalhar com eles, mas...
Em pouco mais, ou menos, de seis meses duas "convulsões" se declararam:
a) a primeira a propósito da Antologia "Apenas Saudades",
b) e a segunda tendo como objecto a Antologia "A Bíblia dos Pecadores".
Estive por fora no primeiro caso, até porque:
- à uma, o tema era redundante,
- por outro lado, porque não queria "tomar partes".
Não me senti muito "lesada", por ambas as razões, mas fiquei descoroçoada com o "lavar de roupa suja", que se fez na "net". Não há necessidade de chegarmos a "estas vias de facto"... Se a editora solicita ajuda, se se disponibilizam, têm que assumir que não são, de pronto, "sócios", "co-proprietários". Haja consciência!
No segundo caso, "senti" muito "sangue na guelra" por parte do segundo "colaborador", e uma empáfia, que, em abono da verdade, tentou extravasar e ultrapassar os limites para além do aceitável. O que aconteceu, para além de não me surpreender, já o esperava fazia muito tempo. Onde a ingenuidade? E da parte de quem?
Seria uma publicação que me daria imenso prazer ter na minha biblioteca - uma panóplia imensa de textos do mais diverso teor, nos era proposta. "Saí de fininho", de novo.
Não há necessidade para desajustes e contendas.
Nem tudo, do que vejo publicado, me agrada; algumas produções desagradam-me, até sobremaneira. Não sou melhor, nem pior: sou diferente, e "tenho dias" - [ou "luas", como prefiro denominar o estado, as circunstâncias, e a apetência, que me levam a circunscrever-me como autora em determinado(s) momento(s)].
Estou de volta aos meus canhenhos.
Com pouca vontade para os coligir, reformular, reestruturar, formatar...
Vai levar tempo.
So help me Gosh!
Ramada, 2015/12/12, (11h: 12 ')
sábado, 12 de dezembro de 2015
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Palhaços, cetáceos e outros que tais..
Pois...
Retomando o assunto do "follheado" anterior, pretendo reportar o que de conspícuo e inédito me foi dado observar nestas paragens nordestinas deste "país à beira-mar plantado". Santo Deus! Há que ser-se demasiado utópico, idealista, e, (quem sabe?...), ter-se a vista completamente turva para encarar, deste modo as disfunções desregradas deste povo.
Vou voltar às "(in)consequências" do "modus operandi", a que tive que:
a) por um lado, fazer-me de pateta e relevar o que de abstruso, ignóbil, se processa;
b) por outro, interiorizar que "não, não vou por ai!"
c) e, ainda, com que género, tipo,alternativa, me vou interligar?
11/05/2015, (18:42)
Retomo o assunto: há que registar o que de melhor se encontra nos círculos profissionais dos "professores" - nunca tinha encontrado nada comparável! E andei por muitas escolas, algumas delas muito màzinhas, graças ao Deanho!
Sim, porque, de acordo com os preceitos bíblicos, "Deus é grande, poderoso, perfeito..." Só mesmo o Diacho para lhe trocar as voltas?!...
Mas deste pão não como - já comi alguns que o diabo amassou, já engoli alguns sapos... E como me é difícil engolir um simples comprimido, e, muito mais, uma cápsula?!... Recuso-me a, sequer, aceitar determinadas posturas, mesmo fora do local de trabalho - a promiscuidade é degradante.
Se me apontarem que, por vezes, sou mesmo "escacha-pessegueiro" rematando com alguma verbosidade pouco usual numa mulher, tenho que assumir, por duas razões; a saber:
- quando não gosto, retruco com a escabrosidade que me ocorre;
- "estou-me nas tintas", de há uns tempos a esta parte - aprendi tarde, mas aprendi - que nada melhor que "decepar" de vez a ignomínia.
Em locais de trabalho, não me forcem a tomar posições desse género - fico de rastos; mas continuo a não me importar minimamente com a a abstrusidade, burrice, presunção alheia.
Costumo dizer que, com mulheres, sou uma senhora, mas, com homens, sou pior que eles. Acho que já é bastante.
Não me venham com pietismos, coitadismos, miserabilismos, nem falsas arenguices ou beatices. Não tenho paciência para a imbecilidade.
Palhaços:
Quando me deparo com pessoas que riem muito, sinto-me pateticamente desconforme:
- ri(rá) de quê?
- que momentos de aligeiramento proporciona a vida para que tal aconteça?
- se o assunto é sério, não "avacalhemos" - como diz a miudagem;
- "trabalho, é trabalho; "cognac" - que "finesse"?!... - é "cognac".
Há um fulano que, desde que o conheci, no ano lectivo de 2000/2001, (se a memória não me falha), porque fazia parte de Conselhos de Turmas, que nos tinham sido atribuídas, que me suscita sempre alguma sensação de desconforto. Há "gajos" que, qualquer que seja o patamar social em que se integrem, medem tudo pelo membro que têm entre as pernas. Propus-me observar, com alguma calma, porque sei que sou mediúnica e "transporto" a porcaria que me atiram, e que muitos supõem ser da minha lavra. Não me enganei.
Há uma qualquer relação entre a idiotia e o riso fácil.
Pertenceu, ou coadjuvou o presidente do então Conselho Directivo, em questões sindicais; dava-lhe jeito, até as "salvaguardas". Chegou ao Conselho Directivo, naturalmente.
Tinha-me comprometido, com relativa antecedência - assim o exigia o SPGL - a estar presente e a participar no 5º Congresso, que decorreu nos dias 5 e 6 de Fevereiro do corrente ano, em Lisboa.
As voltas e reviravoltas da minha vida coarctam-me imprevistamente.
Era uma óptima possibilidade de evadir-me de tudo o que me desgosta, me destrói, e faz sofrer cá por estas bandas.
Inopinadamente, pensando em seguir depois para Lisboa - e já reduziria o tempo obrigatório de assiduidade, para que me fosse concedida a acreditação - fiquei devastada. Fui à escola, para falar com o Director. Não estava, e foi esta cotovia que me recebeu.
"Isso não interessa nada!"
Boa! Interessava-lhe, quando se podia servir disso, quanto poude.
Sobre este fulano, houve uma "cena" bastante estranha na Sala de Professores, há 4/5 anos atrás, que foi referida numa dissertação minha.
A "amiga do coração", estende a mão na intenção de tocar, ou agarrar no que ele teima em querer fazer valer. Desbocamento completo. Uma obscenidade.
Nunca me teria passado pela cabeça, que tal fosse possível.
Nunca presenciara nada semelhante antes.
É verdade que ambos são casados, mas não estão mortos... Há tanto sítio para estas manifestações, não?
Cetáceos:
Tive, por várias vezes, oportunidade de me cruzar com o espécimen anterior e a mulher.
Confesso que me surpreendeu, no início, dadas as pressupostas idiotices, que terá "enraizado" - encontrava-los, muitas vezes, em Peniche, onde aproveitava para passear e fazer as compras de casa. Volumosa, rotunda... Sei lá porquê, cri que seria mulher vistosa, ou elegante, pelo menos. Que nada! Estava colocada numa escola por ali, por isso os encontrava tantas vezes.
Como é evidente, a "outra" é mais atraente. Era mais elegante. Agora está "pesadota", também. Assim, não destoa do grupo, não suscita a invejinha feminil, já que, tanto quanto sei, "são mesmo amigos", de portas adentro, em convívios familiares...
Esta também não é amiga de ninguém. "Os meios justificam os fins" - por aqui, tudo vale tudo, e nada vale nada. A partir daí torna-se tudo possível.
Outra que me repugnava sobremaneira era uma deslocada que por lá se encontrava - se não estou em erro - há dois anos atrás. Anafadinha mais que q.b., tresandando a uma mistura de cheiros execráveis, de todos os poros e expurgações.
Tive que ir à casa-de-banho, para "verter águas" - que mais que isso não consigo fazer fora de casa - e saí de lá transtornada com o(s) odor(es). Fui ter com uma funcionária para lhe pedir que fosse refrescar o ar com um "spray".
Que miséria, esta nossa vidinha de santinhos de pau oco?!...
E outros que tais:
Há aqueles, e aquelas, que se pelam por "cuscar" tudo de todos e sobre todos.
Há uma, (irmã de uma reformada do mesmo Grupo Pedagógico que o meu), que ainda não percebi qual é o papel que desempenha, ou que atribuições e/ou regalias lhe são conferidas.
Está sempre presente, ou entra, sem pedir licença, quando tenho qualquer assunto a tratar no C.D.
Revolve-me as entranhas. De uma má educação, sem nome.
E há muitas outras, que interrompem uma conversa de serviço, para beijar o director, ou interromperem com tretas fora de contexto laboral... - "formadoras"?!...
Vale Vite, 14/08/2015, (19h:52')
Retomando o assunto do "follheado" anterior, pretendo reportar o que de conspícuo e inédito me foi dado observar nestas paragens nordestinas deste "país à beira-mar plantado". Santo Deus! Há que ser-se demasiado utópico, idealista, e, (quem sabe?...), ter-se a vista completamente turva para encarar, deste modo as disfunções desregradas deste povo.
Vou voltar às "(in)consequências" do "modus operandi", a que tive que:
a) por um lado, fazer-me de pateta e relevar o que de abstruso, ignóbil, se processa;
b) por outro, interiorizar que "não, não vou por ai!"
c) e, ainda, com que género, tipo,alternativa, me vou interligar?
11/05/2015, (18:42)
Retomo o assunto: há que registar o que de melhor se encontra nos círculos profissionais dos "professores" - nunca tinha encontrado nada comparável! E andei por muitas escolas, algumas delas muito màzinhas, graças ao Deanho!
Sim, porque, de acordo com os preceitos bíblicos, "Deus é grande, poderoso, perfeito..." Só mesmo o Diacho para lhe trocar as voltas?!...
Mas deste pão não como - já comi alguns que o diabo amassou, já engoli alguns sapos... E como me é difícil engolir um simples comprimido, e, muito mais, uma cápsula?!... Recuso-me a, sequer, aceitar determinadas posturas, mesmo fora do local de trabalho - a promiscuidade é degradante.
Se me apontarem que, por vezes, sou mesmo "escacha-pessegueiro" rematando com alguma verbosidade pouco usual numa mulher, tenho que assumir, por duas razões; a saber:
- quando não gosto, retruco com a escabrosidade que me ocorre;
- "estou-me nas tintas", de há uns tempos a esta parte - aprendi tarde, mas aprendi - que nada melhor que "decepar" de vez a ignomínia.
Em locais de trabalho, não me forcem a tomar posições desse género - fico de rastos; mas continuo a não me importar minimamente com a a abstrusidade, burrice, presunção alheia.
Costumo dizer que, com mulheres, sou uma senhora, mas, com homens, sou pior que eles. Acho que já é bastante.
Não me venham com pietismos, coitadismos, miserabilismos, nem falsas arenguices ou beatices. Não tenho paciência para a imbecilidade.
Palhaços:
Quando me deparo com pessoas que riem muito, sinto-me pateticamente desconforme:
- ri(rá) de quê?
- que momentos de aligeiramento proporciona a vida para que tal aconteça?
- se o assunto é sério, não "avacalhemos" - como diz a miudagem;
- "trabalho, é trabalho; "cognac" - que "finesse"?!... - é "cognac".
Há um fulano que, desde que o conheci, no ano lectivo de 2000/2001, (se a memória não me falha), porque fazia parte de Conselhos de Turmas, que nos tinham sido atribuídas, que me suscita sempre alguma sensação de desconforto. Há "gajos" que, qualquer que seja o patamar social em que se integrem, medem tudo pelo membro que têm entre as pernas. Propus-me observar, com alguma calma, porque sei que sou mediúnica e "transporto" a porcaria que me atiram, e que muitos supõem ser da minha lavra. Não me enganei.
Há uma qualquer relação entre a idiotia e o riso fácil.
Pertenceu, ou coadjuvou o presidente do então Conselho Directivo, em questões sindicais; dava-lhe jeito, até as "salvaguardas". Chegou ao Conselho Directivo, naturalmente.
Tinha-me comprometido, com relativa antecedência - assim o exigia o SPGL - a estar presente e a participar no 5º Congresso, que decorreu nos dias 5 e 6 de Fevereiro do corrente ano, em Lisboa.
As voltas e reviravoltas da minha vida coarctam-me imprevistamente.
Era uma óptima possibilidade de evadir-me de tudo o que me desgosta, me destrói, e faz sofrer cá por estas bandas.
Inopinadamente, pensando em seguir depois para Lisboa - e já reduziria o tempo obrigatório de assiduidade, para que me fosse concedida a acreditação - fiquei devastada. Fui à escola, para falar com o Director. Não estava, e foi esta cotovia que me recebeu.
"Isso não interessa nada!"
Boa! Interessava-lhe, quando se podia servir disso, quanto poude.
Sobre este fulano, houve uma "cena" bastante estranha na Sala de Professores, há 4/5 anos atrás, que foi referida numa dissertação minha.
A "amiga do coração", estende a mão na intenção de tocar, ou agarrar no que ele teima em querer fazer valer. Desbocamento completo. Uma obscenidade.
Nunca me teria passado pela cabeça, que tal fosse possível.
Nunca presenciara nada semelhante antes.
É verdade que ambos são casados, mas não estão mortos... Há tanto sítio para estas manifestações, não?
Cetáceos:
Tive, por várias vezes, oportunidade de me cruzar com o espécimen anterior e a mulher.
Confesso que me surpreendeu, no início, dadas as pressupostas idiotices, que terá "enraizado" - encontrava-los, muitas vezes, em Peniche, onde aproveitava para passear e fazer as compras de casa. Volumosa, rotunda... Sei lá porquê, cri que seria mulher vistosa, ou elegante, pelo menos. Que nada! Estava colocada numa escola por ali, por isso os encontrava tantas vezes.
Como é evidente, a "outra" é mais atraente. Era mais elegante. Agora está "pesadota", também. Assim, não destoa do grupo, não suscita a invejinha feminil, já que, tanto quanto sei, "são mesmo amigos", de portas adentro, em convívios familiares...
Esta também não é amiga de ninguém. "Os meios justificam os fins" - por aqui, tudo vale tudo, e nada vale nada. A partir daí torna-se tudo possível.
Outra que me repugnava sobremaneira era uma deslocada que por lá se encontrava - se não estou em erro - há dois anos atrás. Anafadinha mais que q.b., tresandando a uma mistura de cheiros execráveis, de todos os poros e expurgações.
Tive que ir à casa-de-banho, para "verter águas" - que mais que isso não consigo fazer fora de casa - e saí de lá transtornada com o(s) odor(es). Fui ter com uma funcionária para lhe pedir que fosse refrescar o ar com um "spray".
Que miséria, esta nossa vidinha de santinhos de pau oco?!...
E outros que tais:
Há aqueles, e aquelas, que se pelam por "cuscar" tudo de todos e sobre todos.
Há uma, (irmã de uma reformada do mesmo Grupo Pedagógico que o meu), que ainda não percebi qual é o papel que desempenha, ou que atribuições e/ou regalias lhe são conferidas.
Está sempre presente, ou entra, sem pedir licença, quando tenho qualquer assunto a tratar no C.D.
Revolve-me as entranhas. De uma má educação, sem nome.
E há muitas outras, que interrompem uma conversa de serviço, para beijar o director, ou interromperem com tretas fora de contexto laboral... - "formadoras"?!...
Vale Vite, 14/08/2015, (19h:52')
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Contos em Noites de Lua Cheia
Vou voltar aos Contos - 2ª Série.
Cansei-me deste lixo humano, aligeirei muita coisa, no 1º volume.
Este segundo volume será quase um "Inferno" dantesco.
Fisgaram bem a destruição da minha vida. Não havia pior lugar para acreditar que a vida é mesmo uma grandecíssima merda, e as pessoas, (?!...), lixo que nem para reciclagem servem.
Contudo, a malfadada desventura do 25 de Abril de má memória possibilitou que se voltassem do avesso as tripas e mostrassem o que de mais vomitivo e infame pode, alguma vez, ser concebido, ou entendido como humanidade.
A "Rosa de Flores Nenhumas" tem sempre uma pontaria em atinar com o que é absoluta marginalidade. Não falha uma. Foi a "Julieta de Muitos Amores e Coração Doente", a prima desta que é um perfeito saco de vazar excrecências, as meretrizes que por aí pululam - (hoje mais dissimuladas), - e outras que vão aparecendo, sem bem se saber como, e que desaparecem, e depressa são esquecidas pelas da sua igualha.
Aconteceu, não sei como, que a "A(dal)berta Engana-tolos", para ajudar o filho que aqui tem, ou tinha, um andar no 2º esquerdo, se decidiu a alugar o mesmo a uma prima do "Chico Fininho".
Se, na altura, era muito mau com todos os outros, depois da vinda desta, foi um reboliço - quatro filhos, cada um de um pai diferente, (creio...), festanças à conta do pai, que é taxista, apoiada pela mãe, um pobre diabo, mas que é mãe.
A última criança deu "água pela barba". O pai queria ficar com ele dada a vida desregrada, que a mãe levava. Discussões, insultos no prédio, ou nas escadas eram mais que habituais.
O Tribunal de Família ainda me veio interpelar sobre eles. Escusei-me, embora sabendo o que se passava.
Tinha o apoio e a força da "Rosa de Flores Nenhumas". Era um corrupio, escada acima, escada abaixo. Incomodavam-me, tocando à campainha, ou batendo à porta, por coisa nenhuma.
Foram-lhe retirados todos os filhos. O mais novo está com o pai, as duas raparigas com os avós, e o outro rapaz creio que foi entregue para adopção.
Soube, o ano passado, que, depois de tudo isto, ela já tem mais dois filhos - isto o ano passado... Provavelmente agora já terá aumentado a prole.
Por via dela o "Chico Fininho" arranjou amásia, (de peso!).
Crê-se muito engraçada, cheia de génio. Arranjou "adereço": já pode "cantar de alto".
Estas pressuposições, que afloram à "massa cinzenta" destas mulheres, são absolutamente risíveis.
"Abençoados os pobres de espírito..."
Vale Vite, 26/05/2015, (00h:12')
Cansei-me deste lixo humano, aligeirei muita coisa, no 1º volume.
Este segundo volume será quase um "Inferno" dantesco.
Fisgaram bem a destruição da minha vida. Não havia pior lugar para acreditar que a vida é mesmo uma grandecíssima merda, e as pessoas, (?!...), lixo que nem para reciclagem servem.
Contudo, a malfadada desventura do 25 de Abril de má memória possibilitou que se voltassem do avesso as tripas e mostrassem o que de mais vomitivo e infame pode, alguma vez, ser concebido, ou entendido como humanidade.
A "Rosa de Flores Nenhumas" tem sempre uma pontaria em atinar com o que é absoluta marginalidade. Não falha uma. Foi a "Julieta de Muitos Amores e Coração Doente", a prima desta que é um perfeito saco de vazar excrecências, as meretrizes que por aí pululam - (hoje mais dissimuladas), - e outras que vão aparecendo, sem bem se saber como, e que desaparecem, e depressa são esquecidas pelas da sua igualha.
Aconteceu, não sei como, que a "A(dal)berta Engana-tolos", para ajudar o filho que aqui tem, ou tinha, um andar no 2º esquerdo, se decidiu a alugar o mesmo a uma prima do "Chico Fininho".
Se, na altura, era muito mau com todos os outros, depois da vinda desta, foi um reboliço - quatro filhos, cada um de um pai diferente, (creio...), festanças à conta do pai, que é taxista, apoiada pela mãe, um pobre diabo, mas que é mãe.
A última criança deu "água pela barba". O pai queria ficar com ele dada a vida desregrada, que a mãe levava. Discussões, insultos no prédio, ou nas escadas eram mais que habituais.
O Tribunal de Família ainda me veio interpelar sobre eles. Escusei-me, embora sabendo o que se passava.
Tinha o apoio e a força da "Rosa de Flores Nenhumas". Era um corrupio, escada acima, escada abaixo. Incomodavam-me, tocando à campainha, ou batendo à porta, por coisa nenhuma.
Foram-lhe retirados todos os filhos. O mais novo está com o pai, as duas raparigas com os avós, e o outro rapaz creio que foi entregue para adopção.
Soube, o ano passado, que, depois de tudo isto, ela já tem mais dois filhos - isto o ano passado... Provavelmente agora já terá aumentado a prole.
Por via dela o "Chico Fininho" arranjou amásia, (de peso!).
Crê-se muito engraçada, cheia de génio. Arranjou "adereço": já pode "cantar de alto".
Estas pressuposições, que afloram à "massa cinzenta" destas mulheres, são absolutamente risíveis.
"Abençoados os pobres de espírito..."
Vale Vite, 26/05/2015, (00h:12')
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Os "formadores", (dizem-se...), que temos nas nossas escolas...
Segunda metade do ano de 2009.
Fui sempre uma "papa-acções", como meio de alargar horizontes, tentar sair da estagnação a que a vida profissional nos força, envolver-me noutras actividades, com outras pessoas e, eventualmente, permitir-me enfrentar objectivos novos para as novas questões, que nos surgem. Não como "curriculum oculto" - mais que isso: busca de respostas a novas e inusitadas "urgências" que nos são impostas pela camada jovem, com que temos que lidar todos os dias.
Se, com elas, ainda podemos angariar créditos... melhor, ainda.
Nos dias 15 e 16 de Outubro de 2009, estive presente, no Centro de Congressos de Lisboa, no Fórum Creative Learning # Innovation Marketplace.
Um painel imenso de oradores, de quase todas as nacionalidades, vindos dos países de origem, expunham(-se) nas acções desenvolvidas nas escolas, centros de estudos. Muitas "workshops" - participei nas que me foram possíveis. Funcionando ininterruptamente, das 08:30 às 18:00, (no primeiro dia), e das 09:00 às 14:00, (no dia 16). Estafante, muito rápido, quer as intervenções, quer a nossa possibilidade de participação e/ou interacção.
Achei um pouco excessivo, mas havia que pensar e optar pelas alternativas que escolhêssemos, muito rapidamente, e com a destreza, oportunidade, precisão adequadas. Não havia tempo a perder.
Adorei. "Saí de gatas", mas de alma cheia, satisfeita, quer com o que me fora dado ouvir, observar, analisar, quer com as minhas participações.
.......
Restava, agora, regressar à escola.
Estava mais pronta e disposta a descansar, e a absorver, serenamente, tudo. Impensável. Tinha pedido dois dias ao abrigo do artigo que nos permite fazê-lo para estar em Lisboa.
Ainda não era muito mau o ambiente que se fazia sentir na biblioteca, embora não me agradasse, de todo.
Se não estou em erro, era uma sexta-feira.
Os garotos entontecem às segundas e às sextas.
Só estava eu presente. As funcionárias, ou teriam saído, ou teriam sido deslocadas para outro sector.
Não há forma de entenderem que a biblioteca escolar não é, nem uma extensão do pátio de recreio, nem uma sala de A.T.L. Induzi-los a sistematizarem comportamentos, pensarem que os computadores que existem são, principalmente, para funções de pesquisa e/ou execução de tarefas, é, praticamente, improfícuo. Se, para cúmulo, as directrizes, que deveriam ser uniformes e inalteráveis, se mantivessem, ou não variassem de acordo com os humores, as "simpatias", ou o que quer que seja, (para o bem, ou para o lado avesso), o melhor é "partir para a ignorância".
Nunca foi a minha postura, relativamente ao que quer que fosse, desde que as circunstâncias obviassem uma relação professor(a)-alun(o)/(a).
Exasperante.
Desgastada, depois de uma noite mal passada, fui ao Conselho Directivo solicitar que enviassem para lá uma funcionária para me dar apoio, ou, não havendo hipótese, que se encerrasse a biblioteca. Não me encontrava nas melhores condições para entrar em atritos com a garotada. A minha cabeça, num "bum-bum" desenfreado, punha-me quase doida. Toda a gente sabe que devo evitar situações que possam provocar-me dores de cabeça, ou enxaquecas - não será logo de seguida, mas horas depois, é certo que ocorrerão hemorragias nasais, e um imenso desconforto.
Estariam, talvez, três elementos. Os outros já lá não estavam.
Destes três elementos, dois deles eram os representantes, um, dos jardins de infância, e outra, das escolas de 1º ciclo. A terceira pessoa era a "abençoada" do actual director, que o era, também na altura.
Ele já lá não está: creio que se reformou e dedica-se à política. Para mim, era o "psoríaco" - sofria, (e sofrerá, provavelmente), desta doença, (a psoríase). Guardo dele esta imagem, bem como outra, muito mais pública, de apresentação do novo ano lectivo, não me recordo se de 2008/2009, em que se lembrou de homenagear os educadores de infância e os docentes que se tinham aposentado. Não abarcou toda a gente. Um colega pediu a palavra, no meio da assistência, para, sentido, dizer que "lamentava que não se tivessem lembrado da mulher dele, e que, provavelmente, outros teriam sido remetidos ao rol do esquecimento". Em vez de emendar, a direito, e salvaguardar critérios de selecção, preferiu proferir o seguinte: "É natural que nos esqueçamos de alguém; só quem é anormal, se lembra de tudo, e faz tudo certo!"
Êta porreta! Grande cabecinha, esta!
Mas, nesta tarde de sexta-feira o que me foi dado ver e observar foi bastante grave, desbocado, mesmo.
Sentada no colo dele estava a "abençoada", roçando o traseiro pelas partes impúdicas do fulano, e ele rindo. A outra assistia, não se manifestando. Disse o que me tinha levado à sala do Conselho Directivo, aguardei por resposta e saí. Neste intérim nada se alterou. Falta de conduta moral, propósito e decoro.
Que mais se passaria por todas as outras salas?
Obviara o seu "apadrinhamento" desacreditando actividades que outra colega de grupo tinha desenvolvido. Falta com bastante frequência e está sempre salvaguardada.
Percebe-se, agora, que "sabe" falar, convencer, com o corpo todo!
São estes os responsáveis que temos que enfrentar, e a quem deveremos agradar, se quisermos usufruir de benesses.
Sim, o nosso valor, a nossa ética, os nossos princípios, o nosso trabalho são nada.
É preciso é ser-se puta e/ou putanheiro.
Ramada, 18/05/2015, (16h:24')
Fui sempre uma "papa-acções", como meio de alargar horizontes, tentar sair da estagnação a que a vida profissional nos força, envolver-me noutras actividades, com outras pessoas e, eventualmente, permitir-me enfrentar objectivos novos para as novas questões, que nos surgem. Não como "curriculum oculto" - mais que isso: busca de respostas a novas e inusitadas "urgências" que nos são impostas pela camada jovem, com que temos que lidar todos os dias.
Se, com elas, ainda podemos angariar créditos... melhor, ainda.
Nos dias 15 e 16 de Outubro de 2009, estive presente, no Centro de Congressos de Lisboa, no Fórum Creative Learning # Innovation Marketplace.
Um painel imenso de oradores, de quase todas as nacionalidades, vindos dos países de origem, expunham(-se) nas acções desenvolvidas nas escolas, centros de estudos. Muitas "workshops" - participei nas que me foram possíveis. Funcionando ininterruptamente, das 08:30 às 18:00, (no primeiro dia), e das 09:00 às 14:00, (no dia 16). Estafante, muito rápido, quer as intervenções, quer a nossa possibilidade de participação e/ou interacção.
Achei um pouco excessivo, mas havia que pensar e optar pelas alternativas que escolhêssemos, muito rapidamente, e com a destreza, oportunidade, precisão adequadas. Não havia tempo a perder.
Adorei. "Saí de gatas", mas de alma cheia, satisfeita, quer com o que me fora dado ouvir, observar, analisar, quer com as minhas participações.
.......
Restava, agora, regressar à escola.
Estava mais pronta e disposta a descansar, e a absorver, serenamente, tudo. Impensável. Tinha pedido dois dias ao abrigo do artigo que nos permite fazê-lo para estar em Lisboa.
Ainda não era muito mau o ambiente que se fazia sentir na biblioteca, embora não me agradasse, de todo.
Se não estou em erro, era uma sexta-feira.
Os garotos entontecem às segundas e às sextas.
Só estava eu presente. As funcionárias, ou teriam saído, ou teriam sido deslocadas para outro sector.
Não há forma de entenderem que a biblioteca escolar não é, nem uma extensão do pátio de recreio, nem uma sala de A.T.L. Induzi-los a sistematizarem comportamentos, pensarem que os computadores que existem são, principalmente, para funções de pesquisa e/ou execução de tarefas, é, praticamente, improfícuo. Se, para cúmulo, as directrizes, que deveriam ser uniformes e inalteráveis, se mantivessem, ou não variassem de acordo com os humores, as "simpatias", ou o que quer que seja, (para o bem, ou para o lado avesso), o melhor é "partir para a ignorância".
Nunca foi a minha postura, relativamente ao que quer que fosse, desde que as circunstâncias obviassem uma relação professor(a)-alun(o)/(a).
Exasperante.
Desgastada, depois de uma noite mal passada, fui ao Conselho Directivo solicitar que enviassem para lá uma funcionária para me dar apoio, ou, não havendo hipótese, que se encerrasse a biblioteca. Não me encontrava nas melhores condições para entrar em atritos com a garotada. A minha cabeça, num "bum-bum" desenfreado, punha-me quase doida. Toda a gente sabe que devo evitar situações que possam provocar-me dores de cabeça, ou enxaquecas - não será logo de seguida, mas horas depois, é certo que ocorrerão hemorragias nasais, e um imenso desconforto.
Estariam, talvez, três elementos. Os outros já lá não estavam.
Destes três elementos, dois deles eram os representantes, um, dos jardins de infância, e outra, das escolas de 1º ciclo. A terceira pessoa era a "abençoada" do actual director, que o era, também na altura.
Ele já lá não está: creio que se reformou e dedica-se à política. Para mim, era o "psoríaco" - sofria, (e sofrerá, provavelmente), desta doença, (a psoríase). Guardo dele esta imagem, bem como outra, muito mais pública, de apresentação do novo ano lectivo, não me recordo se de 2008/2009, em que se lembrou de homenagear os educadores de infância e os docentes que se tinham aposentado. Não abarcou toda a gente. Um colega pediu a palavra, no meio da assistência, para, sentido, dizer que "lamentava que não se tivessem lembrado da mulher dele, e que, provavelmente, outros teriam sido remetidos ao rol do esquecimento". Em vez de emendar, a direito, e salvaguardar critérios de selecção, preferiu proferir o seguinte: "É natural que nos esqueçamos de alguém; só quem é anormal, se lembra de tudo, e faz tudo certo!"
Êta porreta! Grande cabecinha, esta!
Mas, nesta tarde de sexta-feira o que me foi dado ver e observar foi bastante grave, desbocado, mesmo.
Sentada no colo dele estava a "abençoada", roçando o traseiro pelas partes impúdicas do fulano, e ele rindo. A outra assistia, não se manifestando. Disse o que me tinha levado à sala do Conselho Directivo, aguardei por resposta e saí. Neste intérim nada se alterou. Falta de conduta moral, propósito e decoro.
Que mais se passaria por todas as outras salas?
Obviara o seu "apadrinhamento" desacreditando actividades que outra colega de grupo tinha desenvolvido. Falta com bastante frequência e está sempre salvaguardada.
Percebe-se, agora, que "sabe" falar, convencer, com o corpo todo!
São estes os responsáveis que temos que enfrentar, e a quem deveremos agradar, se quisermos usufruir de benesses.
Sim, o nosso valor, a nossa ética, os nossos princípios, o nosso trabalho são nada.
É preciso é ser-se puta e/ou putanheiro.
Ramada, 18/05/2015, (16h:24')
segunda-feira, 4 de maio de 2015
As "boas novas" vêm sempre ao meu encontro...
2012. Renovação da minha carta de condução
Decidi que não iria ao I.M.T.T. - é desesperante a espera.
Optei por uma Loja do Cidadão: neste caso, a de Benfica. Dois dias consecutivos, inteirinhos, a aguardar que o sistema funcionasse. Uma mole imensa de gente. Os do dia anterior, e os que se propuseram resolver os problemas que tinham, no segundo dia.
Desespero, irritação, intensificavam, mais e mais as inquietações. As funcionárias - numa fleuma admirável - tentavam, pacificamente, abstrair-se. Eram, obviamente, o alvo de todas as diatribes, insultos, faltas de educação. Por muito que queiramos permanecer indiferentes, tudo bole dentro de nós. Um frenesim louco transpirava. Sentíamo-lo, palpável, iminente.
O bom-senso, o recurso, a fuga, ou o que, pressupostamente, possamos considerar, induziu as pessoas a agregarem-se em pequenos grupos, dialogando sobre o que eventualmente ocorresse.
Uma mulher - talvez reconhecendo-me da Lourinhã - foi, cautelosamente, abordando-me, tentando meter conversa. Para mim era uma desconhecida, mas ela deveria conhecer-me, de vista...
O que se diz, se fala, se imagina sobre mim e a minha vida, é-me absolutamente indiferente, (ou forço para que o seja). Já desisti de me incorporar, de me envolver no que quer que seja na Zona Oeste. A negação é completa. O ódio - sentimento aberrante, que nunca soube o que era - aprendi-o por cá. Hoje, tudo e todos, me são indiferentes.
QUERO PAZ!
Sou de paz. Sou um ser descomplicado. Em tudo.
Inevitavelmente, há perguntas que se fazem, não para saberem o que bem entendem querer saber, mas para estabelecer contacto.
"É professora na João das Regras, não é?"
Assenti.
Questionei-me sobre o que se seguiria.
"Então conhece o director..."
"Dedução cretina", pensei com os meus botões. (Que os não tinha: nada do que envergava se fechava, abotoando...)
"Ele nunca tentou nada?"
"Nada, como?" - que diabo de conversa era esta?
Olhei para ela.
"Não há mulher nenhuma com quem ele não tente ter relações."
"Como responsável da escola, tem que lidar com toda a gente, não?"
"Não é a isso a que me refiro..."
"Sou mais velha que ele... Nunca me apercebi disso, ou não está nos meus propósitos misturar trabalho com outras coisas..."
"E ele rala-se bastante com isso?!..."
"Faço a minha vida desligada de problemas. Já basta o que basta. Além do mais, ele é casado, e conheço a mulher."
Riu-se.
"Tem a mania que é jeitoso. Todas essas coisas não lhe fazem mossa, nem o impedem do que quer que seja!"
Franzi o sobrolho. Olhei para ela, e retruquei:
"Devo ser muito burrinha, que nunca me apercebi disso."
Sorriu. Agarrou-me, amigavelmente, no braço, e decidiu-se a encerrar a cusquice:
"Se não me despacharem hoje perco a última camioneta, e amanhã tenho que cá voltar outra vez..."
...............................................
Vale Vite, 04/05/2015, (09h:07')
Decidi que não iria ao I.M.T.T. - é desesperante a espera.
Optei por uma Loja do Cidadão: neste caso, a de Benfica. Dois dias consecutivos, inteirinhos, a aguardar que o sistema funcionasse. Uma mole imensa de gente. Os do dia anterior, e os que se propuseram resolver os problemas que tinham, no segundo dia.
Desespero, irritação, intensificavam, mais e mais as inquietações. As funcionárias - numa fleuma admirável - tentavam, pacificamente, abstrair-se. Eram, obviamente, o alvo de todas as diatribes, insultos, faltas de educação. Por muito que queiramos permanecer indiferentes, tudo bole dentro de nós. Um frenesim louco transpirava. Sentíamo-lo, palpável, iminente.
O bom-senso, o recurso, a fuga, ou o que, pressupostamente, possamos considerar, induziu as pessoas a agregarem-se em pequenos grupos, dialogando sobre o que eventualmente ocorresse.
Uma mulher - talvez reconhecendo-me da Lourinhã - foi, cautelosamente, abordando-me, tentando meter conversa. Para mim era uma desconhecida, mas ela deveria conhecer-me, de vista...
O que se diz, se fala, se imagina sobre mim e a minha vida, é-me absolutamente indiferente, (ou forço para que o seja). Já desisti de me incorporar, de me envolver no que quer que seja na Zona Oeste. A negação é completa. O ódio - sentimento aberrante, que nunca soube o que era - aprendi-o por cá. Hoje, tudo e todos, me são indiferentes.
QUERO PAZ!
Sou de paz. Sou um ser descomplicado. Em tudo.
Inevitavelmente, há perguntas que se fazem, não para saberem o que bem entendem querer saber, mas para estabelecer contacto.
"É professora na João das Regras, não é?"
Assenti.
Questionei-me sobre o que se seguiria.
"Então conhece o director..."
"Dedução cretina", pensei com os meus botões. (Que os não tinha: nada do que envergava se fechava, abotoando...)
"Ele nunca tentou nada?"
"Nada, como?" - que diabo de conversa era esta?
Olhei para ela.
"Não há mulher nenhuma com quem ele não tente ter relações."
"Como responsável da escola, tem que lidar com toda a gente, não?"
"Não é a isso a que me refiro..."
"Sou mais velha que ele... Nunca me apercebi disso, ou não está nos meus propósitos misturar trabalho com outras coisas..."
"E ele rala-se bastante com isso?!..."
"Faço a minha vida desligada de problemas. Já basta o que basta. Além do mais, ele é casado, e conheço a mulher."
Riu-se.
"Tem a mania que é jeitoso. Todas essas coisas não lhe fazem mossa, nem o impedem do que quer que seja!"
Franzi o sobrolho. Olhei para ela, e retruquei:
"Devo ser muito burrinha, que nunca me apercebi disso."
Sorriu. Agarrou-me, amigavelmente, no braço, e decidiu-se a encerrar a cusquice:
"Se não me despacharem hoje perco a última camioneta, e amanhã tenho que cá voltar outra vez..."
...............................................
Vale Vite, 04/05/2015, (09h:07')
domingo, 3 de maio de 2015
Inapetência de tudo
Tenho que me obrigar a voltar aqui, com mais frequência.
Viver só, lutar só, estar longe da família e dos amigos, é, por força, peso demasiado para quem tem tido muito pouco de agradável toda a vida. Não é para sentir que posso falar do que me preocupa - nunca foi essa a minha forma de estar com os outros; também eles têm os seus problemas, embora haja muito quem entenda que fazer dos que estão mais próximos a "caixa de Pandora", possa colmatar, aligeirar as cargas que têm. E sei do que falo - crêem que sou "forte", "nada me derruba".
A nossa fisionomia não engana: é o retrato do que nos massacra, por muita maquilhagem que utilizemos para esconder, disfarçar, minimizar os estragos.
Já fez um ano que, desgostosa com o que ocorria na minha casa da Ramada, depois de ter solicitado uma vistoria dos seguros, me decidi ir vaguear até à Linha. Era fim, ou início de mês - pelo facto de estarmos em fim-de-semana, o pagamento dos vencimentos deu-se mais cedo. Estacionei o carro na alameda do Casino, saí e fui tomar um café, aproveitando para observar a multidão de gente nova que enchia os cafés e esplanadas das arcadas. Copos, garrafas, cinzeiros a transbordar... Quão diferentes eram as seroadas dos meus tempos de estudante, quando tinha a idade deles?!...
Voltei ao carro e arranquei serenamente - regressava a casa, cansada e insatisfeita, talvez mais do que estava.
Junto à estação do Estoril uma mega-operação auto-stop. Muitos polícias, e imensas viaturas.Imaginei que seria para apanhar os beberrões, que tinham que passar por ali. Seria, também. Mas era dia de recebimento da função pública - não há melhor dia para se fazerem colectas.
Mandaram-me estacionar. Ando sempre despreocupada - tento ter tudo certinho: gosto pouco de me sentir desconfortável, ou de ser incomodada.
Surpresa das surpresas: andava sem seguro há um ano!
Ía-me dando o trangalomango!
Os prémios eram sacados mensalmente, o que já onerava bastante o seguro, que era de cobertura total.
Queriam apreender-me o carro, depois decidiram que seria a carta de condução, mas, por fim decidiram-se pelo livrete. A multa: 500,00€. Duvidaram quando disse que não tinha dinheiro. Comigo só tinha 10,00€. Tinha o rol de contas para pagar, ainda. Nunca sobra nada,e o esforço, os sacrifícios e a "ginástica" que faço mensalmente é de loucos.
Tinham cancelado o seguro - o agente, Paulo Seguros, na Lourinhã.
Hoje, para além da incompetência denotada, sei que jamais o poderia ter feito. Alegou que o carro tinha dez anos e já não podia ter seguros contra todos os riscos. Ainda faltava um ano quando tomou essa "belíssima" decisão. Depois, seguros antigos deste género, não podem ser resolvidos. Mais, ainda: como mediador de outras companhias deveria ter-me proposto uma alternativa.
O processo está, ainda, para resolução.
Recorri a todas as instâncias possíveis. Aguardo. Vou renovando a guia, porque aqui não se pode viver sem viatura própria.
As artimanhas e espertezas saloias desta gentalha...
Vale Vite, 03/05/2015, (11h:55')
Viver só, lutar só, estar longe da família e dos amigos, é, por força, peso demasiado para quem tem tido muito pouco de agradável toda a vida. Não é para sentir que posso falar do que me preocupa - nunca foi essa a minha forma de estar com os outros; também eles têm os seus problemas, embora haja muito quem entenda que fazer dos que estão mais próximos a "caixa de Pandora", possa colmatar, aligeirar as cargas que têm. E sei do que falo - crêem que sou "forte", "nada me derruba".
A nossa fisionomia não engana: é o retrato do que nos massacra, por muita maquilhagem que utilizemos para esconder, disfarçar, minimizar os estragos.
Já fez um ano que, desgostosa com o que ocorria na minha casa da Ramada, depois de ter solicitado uma vistoria dos seguros, me decidi ir vaguear até à Linha. Era fim, ou início de mês - pelo facto de estarmos em fim-de-semana, o pagamento dos vencimentos deu-se mais cedo. Estacionei o carro na alameda do Casino, saí e fui tomar um café, aproveitando para observar a multidão de gente nova que enchia os cafés e esplanadas das arcadas. Copos, garrafas, cinzeiros a transbordar... Quão diferentes eram as seroadas dos meus tempos de estudante, quando tinha a idade deles?!...
Voltei ao carro e arranquei serenamente - regressava a casa, cansada e insatisfeita, talvez mais do que estava.
Junto à estação do Estoril uma mega-operação auto-stop. Muitos polícias, e imensas viaturas.Imaginei que seria para apanhar os beberrões, que tinham que passar por ali. Seria, também. Mas era dia de recebimento da função pública - não há melhor dia para se fazerem colectas.
Mandaram-me estacionar. Ando sempre despreocupada - tento ter tudo certinho: gosto pouco de me sentir desconfortável, ou de ser incomodada.
Surpresa das surpresas: andava sem seguro há um ano!
Ía-me dando o trangalomango!
Os prémios eram sacados mensalmente, o que já onerava bastante o seguro, que era de cobertura total.
Queriam apreender-me o carro, depois decidiram que seria a carta de condução, mas, por fim decidiram-se pelo livrete. A multa: 500,00€. Duvidaram quando disse que não tinha dinheiro. Comigo só tinha 10,00€. Tinha o rol de contas para pagar, ainda. Nunca sobra nada,e o esforço, os sacrifícios e a "ginástica" que faço mensalmente é de loucos.
Tinham cancelado o seguro - o agente, Paulo Seguros, na Lourinhã.
Hoje, para além da incompetência denotada, sei que jamais o poderia ter feito. Alegou que o carro tinha dez anos e já não podia ter seguros contra todos os riscos. Ainda faltava um ano quando tomou essa "belíssima" decisão. Depois, seguros antigos deste género, não podem ser resolvidos. Mais, ainda: como mediador de outras companhias deveria ter-me proposto uma alternativa.
O processo está, ainda, para resolução.
Recorri a todas as instâncias possíveis. Aguardo. Vou renovando a guia, porque aqui não se pode viver sem viatura própria.
As artimanhas e espertezas saloias desta gentalha...
Vale Vite, 03/05/2015, (11h:55')
Subscrever:
Mensagens (Atom)