Porquê, meu Deus?
Porquê toda esta mentira,
Vil, desnecessária e sólida?
Porquê a descoberta imperecível
De sofrer, desmerecendo-o?
Porquê as pálidas curtinas do tempo
Descendo graves, opacas sobre a sombra
De todo este desencanto?
Porquê tanta hipócrita carnalidade
Roçando-me com laivos de
Pseudo-individualismo, pseudo-importância,
Pseudo-privacidade, pseudo-resistência
Pseudo, pseudo, pseudo eu
E querem, assim, meu estro se desfazendo
Em surdas ânsias de protesto
Em caladas fúrias de não dar nada
Em revoltante mentira, também!
E querem-me assim:
Mentindo, mentindo, mentindo sempre!
Onde, Justiça dos Céus?!...
Onde, Verdade Imaculada?!...
Onde, Serenidade Inconspícua?!...
Onde Eu, que já não sou nada?!...
01/09/1989, (22h:59')
- já divorciada, (havia cerca de 12 anos); o meu desencanto perante a vida que me queria aglutinar à
maneira de estar, inconsequente, das pessoas com quem lidava, ou os elementos dos meus grupos de
amigos; é facto que teria ocorrido passar-me pela cabeça em refazer a minha vida com alguém - mas
quem? Não queria arriscar uma situação similar à experiência que tinha de um casamento conturbado - (a
minha primeira grande, arrasadora e terrivel depressão: valeram-me os meus pais), - de uma rela-
lação incompleta, de um namoro frustrante.
31/01/2012, (07h:37')
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