Já sinto em mim a vi vência adusta de uma sombra
Onde tu poisaste toda a tua tresloucada e arrebatadora paixão,
A quem queres ainda amar, sabendo que não és capaz...
Ou será que tu deixaste de ser tu, para seres quem oniricamente idealizaste?
Para ser essa sombra só me falta o teu desprendimento...
E talvez na vida tudo sejam sombras, (quem sabe?)
Dou-te aquilo que sou, quero e posso...
Resta-me só saber se tu, ao menos, o sabes aceitar
Ou guardar, mesmo contrafeito, com ciosa e utópica galhardia
27/05/1971, (01h:40')
- ao meu ex-marido, ainda em tempo de namoro
- relação pouco madura, da parte dele; aliás, como em tudo, nunca foi capaz de "agarrar o touro pelos cornos", fosse ela a
situação que fosse
- para mim, iniciada nestas lides de namoros e quejandos, com imagens e realidades magníficas em casa, foi um perfeito
desconchavo
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