domingo, 29 de janeiro de 2012

(Poema sem nome)

Se para te amar eu sofro
Para quê viver?
Se viver é amar
Para quê sofrer?
Se viver é sofrer
Para quê amar?
A triplicidade que se conjuga
A triplicidade que me mata
A triplicidade de me sentir só
A triplicidade que me sufoca
Na angústia da morte
Que se deseja e não se quer,
No marasmo brutalmente entediado
Das feridas em chagas sangrentas

Porque tenho eu vinte anos?
Para quê?!..., se me sinto causticada
Azeda, como vinho podre que tresanda a fel
E já não inebria na luz pertinaz dessa longínqua quimera,
Que morreu quando nasceu?
Sinto-me só, aflitivamente só!!!
Medonhamente só no meu orbe de sonhos sós!
Só, só e só... sempre só...EU!!!


22/03/1974, (01h:51')

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