segunda-feira, 18 de maio de 2015

Os "formadores", (dizem-se...), que temos nas nossas escolas...

Segunda metade do ano de 2009.
Fui sempre uma "papa-acções", como meio de alargar horizontes, tentar sair da estagnação a que a vida profissional nos força, envolver-me noutras actividades, com outras pessoas e, eventualmente, permitir-me enfrentar objectivos novos para as novas questões, que nos surgem. Não como "curriculum oculto" - mais que isso: busca de respostas a novas e inusitadas "urgências" que nos são impostas pela camada jovem, com que temos que lidar todos os dias.
Se, com elas, ainda podemos angariar créditos... melhor, ainda.
Nos dias 15 e 16 de Outubro de 2009, estive presente, no Centro de Congressos de Lisboa, no Fórum Creative Learning # Innovation Marketplace.
Um painel imenso de oradores, de quase todas as nacionalidades, vindos dos países de origem, expunham(-se) nas acções desenvolvidas nas escolas, centros de estudos. Muitas "workshops" - participei nas que me foram possíveis. Funcionando ininterruptamente, das 08:30 às 18:00, (no primeiro dia), e das 09:00 às 14:00, (no dia 16). Estafante, muito rápido, quer as intervenções, quer a nossa possibilidade de participação e/ou interacção. 
Achei um pouco excessivo, mas havia que pensar e optar pelas alternativas que escolhêssemos, muito rapidamente, e com a destreza, oportunidade, precisão adequadas. Não havia tempo a perder.
Adorei. "Saí de gatas", mas de alma cheia, satisfeita, quer com o que me fora dado ouvir, observar, analisar, quer com as minhas participações.
.......
Restava, agora, regressar à escola.
Estava mais pronta e disposta a descansar, e a absorver, serenamente, tudo. Impensável. Tinha pedido dois dias ao abrigo do artigo que nos permite fazê-lo para estar em Lisboa.
Ainda não era muito mau o ambiente que se fazia sentir na biblioteca, embora não me agradasse, de todo.
Se não estou em erro, era uma sexta-feira.
Os garotos entontecem às segundas e às sextas.
Só estava eu presente. As funcionárias, ou teriam saído, ou teriam sido deslocadas para outro sector.
Não há forma de entenderem que a biblioteca escolar não é, nem uma extensão do pátio de recreio, nem uma sala de A.T.L. Induzi-los a sistematizarem comportamentos, pensarem que os computadores que existem são, principalmente, para funções de pesquisa e/ou execução de tarefas, é, praticamente, improfícuo. Se, para cúmulo, as directrizes, que deveriam ser uniformes e inalteráveis, se mantivessem, ou não variassem de acordo com os humores, as "simpatias", ou o que quer que seja, (para o bem, ou para o lado avesso), o melhor é "partir para a ignorância"
Nunca foi a minha postura, relativamente ao que quer que fosse, desde que as circunstâncias obviassem uma relação professor(a)-alun(o)/(a).
Exasperante. 
Desgastada, depois de uma noite mal passada, fui ao Conselho Directivo solicitar que enviassem para lá uma funcionária para me dar apoio, ou, não havendo hipótese, que se encerrasse a biblioteca. Não me encontrava nas melhores condições para entrar em atritos com a garotada. A minha cabeça, num "bum-bum" desenfreado, punha-me quase doida. Toda a gente sabe que devo evitar situações que possam provocar-me dores de cabeça, ou enxaquecas - não será logo de seguida, mas horas depois, é certo que ocorrerão hemorragias nasais, e um imenso desconforto.
Estariam, talvez, três elementos. Os outros já lá não estavam.
Destes três elementos, dois deles eram os representantes, um, dos jardins de infância, e outra, das escolas de 1º ciclo. A terceira pessoa era a "abençoada" do actual director, que o era, também na altura.
Ele já lá não está: creio que se reformou e dedica-se à política. Para mim, era o "psoríaco" - sofria, (e sofrerá, provavelmente), desta doença, (a psoríase). Guardo dele esta imagem, bem como outra, muito mais pública, de apresentação do novo ano lectivo, não me recordo se de 2008/2009, em que se lembrou de homenagear os educadores de infância e os docentes que se tinham aposentado. Não abarcou toda a gente. Um colega pediu a palavra, no meio da assistência, para, sentido, dizer que "lamentava que não se tivessem lembrado da mulher dele, e que, provavelmente, outros teriam sido remetidos ao rol do esquecimento". Em vez de emendar, a direito, e salvaguardar critérios de selecção, preferiu proferir o seguinte: "É natural que nos esqueçamos de alguém; só quem é anormal, se lembra de tudo, e faz tudo certo!"
Êta porreta! Grande cabecinha, esta!
Mas, nesta tarde de sexta-feira o que me foi dado ver e observar foi bastante grave, desbocado, mesmo.
Sentada no colo dele estava a "abençoada", roçando o traseiro pelas partes impúdicas do fulano, e ele rindo. A outra assistia, não se manifestando. Disse o que me tinha levado à sala do Conselho Directivo, aguardei por resposta e saí. Neste intérim nada se alterou. Falta de conduta moral, propósito e decoro. 
Que mais se passaria por todas as outras salas?
Obviara o seu "apadrinhamento" desacreditando actividades que outra colega de grupo tinha desenvolvido. Falta com bastante frequência e está sempre salvaguardada.
Percebe-se, agora, que "sabe" falar, convencer, com o corpo todo!

São estes os responsáveis que temos que enfrentar, e a quem deveremos agradar, se quisermos usufruir de benesses. 
Sim, o nosso valor, a nossa ética, os nossos princípios, o nosso trabalho são nada. 
É preciso é ser-se puta e/ou putanheiro. 

Ramada, 18/05/2015, (16h:24')    
  
    

   
    

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