Andam todos em porfia
P'ra me esgotarem os sentidos
No final, quem mais pia
Fininho, mostra delírios sofridos
Guardados a ferro e fogo
Dentro do peito. Aspirações
São desejos talhados tão logo
Que dão lugar a desilusões
Fica-se sempre pela rama
Vai-se o sonho e a magia
E em toda esta trama
Sou eu que aguento a porfia
De quererem, uns mais que outros,
Neutralizar-me a frescura
Do dia que rompe dentre outros
Trazendo-me a bendita ventura
De esperar sempre algo de novo
Todos os dias em cada dia
Em que me esforço e renovo
Por manter a minha alegria
De receber com fleuma, bonomia,
Respeito, civismo, credibilidade
- Deparo que em tudo é nostalgia
Doutros tempos, outra civilidade
03/06/2012, (15h:43')
- exasperada com a persistência da Graça M Araújo em fazer-se de ("santinha") casamenteira
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