quinta-feira, 26 de julho de 2012

"Silêncio, Saudade e Morte"

Encerraste-te, recluso no teu orgulho de macho,
Talvez ferido pelo meu egoísmo descontrolado,
Mas eu sei, e tu também,
Que um dia, distante ainda,
Um dia, seremos a sombra um do outro,
Que os nossos passos se encaminharão para a bruma do esquecimento,
Que tudo será então o Passado, infrutífero, improfícuo, nulo
No tempo que desliza sôfrego em direcção vertical à câmara silenciosa da Morte
E que, nesse Passado-Presente-Futuro,
Eu pretenderei preterir momentos que jamais soarão iguais
E só me restará a Saudade amarfanhante de Ti, de Mim, de Nós.

25/10/1971, (00h:15')

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