Quis a vida e o destino
Que nos cruzássemos um dia
Vieste, de supetão, tirar o meu sossego:
Um olhar translúcido, fugidio,
Um livro aberto nas mãos,
Contando "estórias" sem alma,
Que, as tuas, nem o Diabo as queria?!
Adensaste em lágrimas corridas,
Pingadas, (hoje sei...), no ante-remorso:
Sabias o mal que me fazias.
Acreditei no chorrilho por desvendar...
Mas a vida, essa, nunca se engana!
Falou por ti, tanto mais quanto te esquivavas.
Fizeste de santuários, prostíbulos,
De Cristo, um trapo ensanguentado,
Da minha fé, uma loucura,
Da minha vida, um inferno.
Lavaram-se tibiezas, dúvidas
Na neve de dois anos seguidos,
Nas águas de três dilúvios,
Nos ciclones que me fustigaram
- Chegaram dos céus as verdades,
Limparam-se auras que enegreceste
Com palavras de morte e inquietação.
Deus deu-me sempre sinais:
Pedi que os seguisses:
Jamais foste capaz de ser...
E ainda dizes que és de paz?!...
Forjaste um mundo de pesadelo,
Quiseste que te amassem,
E cada vez mais te odiavam:
Resta de ti um nome consentâneo:
VERME!
03/04/2012, (02h:29')
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