sábado, 16 de abril de 2016

A noção das evidências

Máscaras, utilizamo-las, seja lá por que razão fôr.
Auto-defesas, disfarces, couraças adquiridas... que, por vezes, se tornam a nossa segunda pele.
Mas há sempre traços, que, inadvertidamente, nos denunciam, para o bem, ou para o mal, e que projectam, de forma clara, impressiva, categórica, tudo do que pretendemos evadirmo-nos, que não queremos que se saiba, ou do que possamos estabelecer como não conveniente que se saiba.
Darmo-nos a conhecer nem sempre nos traz simplicidade e conforto. As pessoas, (outras), utilizam essas ocorrências, para nos vitimar, nos fazer sofrer, e massacrar com o que, e pelo que envidamos todos os esforços para nos fazermos entender e respeitar; quando a credibilidade, a fiabilidade, a segurança, a certeza das convicções são as estacas que se deseja, se pugna por instaurar nas relações humanas - (que a raros é permitido e consentido fazer ou exigir...) - deparamo-nos com as pseudo- interpretações, análises e avaliações menos justas, nada certificadas, dos outros, que se desmacaram da sua interioridade. 
"Somos a medida de todas as coisas", já dizia o filósofo. 
"Pela boca morre o peixe", reza o ditado popular.
"Somos o retrato uns dos outros"...
Tantas e tantas outras, diversificadas asserções?!...
Tenho, para mim, que os "sinais de alerta" nunca me enganam, por mais  "coloridas", ficcio-realizadas, compostas e verosímeis que sejam as "inscrições" casuais, circunstanciais, esporádicas, ou não, dos/nos registos que possamos observar pelas/nas posturas, atitudes e comportamentos dos nossos relacionamentos. Se, e quando surgem, já nada as consegue apagar ou eliminar: subsistem, "como pedra no sapato", aguilhoando-nos, mantendo viva, pertinaz, a nossa atenção.
Raramente me enganam. Leve(m) o tempo que levar(em) a(s) capciosa(s) estratégia(s) a que recorrerem.
Quando terceiros pretendem, sem que lhes seja solicitada, ou sequer referida, a certi(tude)/(ficação) para avalizarem o que quer que seja de alguém, (individual ou pessoa colectiva), "in praesentia", as suspeições tornam-se virulentas; abrem-se brechas nas "picadas de alfinetes" da nossa interioridade.
"Há gato escondido, de rabo de fora!"...
Há se há?!...

Ramada, 16 de Abril de 2016, (08h:30') 

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