Rita, a bimba do nordeste
Vai fazendo filhos que trazem consigo o estigma da anormalidade genética, crendo que, assim, cumpre a sua missão de mulher.
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Apregoa fartura, pão e vinho e Deus sabe as contas que ficam no rol da mercearia, sem nunca chegarem ao termo da liquidação........... Que aguente quem quiser - ela deve e não teme.
Mas tem carros, dois, e uma carrinha. E trapos vistosos, comprados a prestações a perder de vista - um rol de aflitos.
E haja mais empregadores como a Santa Casa da Misericórdia!
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.... na do meio, (tal qual a Rita em miniatura à primeira vista), a coadjuvar as anomalias observadas no irmão, nota-se uma tendência perniciosa para a estimulação e/ou excitação dos órgãos genitais: tanto lhe dá que seja com a "raquette" de ténis, como com o selim da bicicleta, ou qualquer outro objecto que lhe vá às mãos em horas críticas; fá-lo onde bem lhe apetecer, diante de todos - .........
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....... ao pai, a esse, tanto lhe dá que sim, ou que sopas - quer é descanso e sonos longos, sem sobressaltos, quando não desanca a Rita, que, no dia seguinte, diz que está doente, e anda de óculos escuros.
Pois... vida feliz a dos néscios aqui do nordeste!
In Contos em Noites de Lua Cheia - O Vale das Sombras
ISBN: 978-989-20-3163-7
Junho de 2012
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