terça-feira, 18 de dezembro de 2012

À Luísa Vale - (uma larista na Praça José Fontana)

Nos chifres de um touro
Teu olhar ficou preso
E na graça desse louro
Teu coração não saiu ileso

Olha o garbo desse pegador
Estudante agrónomo de profissão
Entregaste-lhe o teu amor
- Cadê do teu coração?

Não chores, loira bonita,
Teu amor tresloucado
Alegra essa cara bonita
Não manches esse rosto pintado

Sê mulher com mais força
Iça bem tua cabeça
A juventude não se destroça
Com tão grande tristeza

Não faças da tua dor
Um inconfessável fracasso
Olha que a dor maior
É ter-se a alma em pedaços.

Mas que graça que ela tem
Quando sorri e canta
Mas quando a saudade vem
Ela espantá-la não tenta

15/01/1972, (23h:35')

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