quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Lançaram-me um repto...

... que, muito embora considere um deboche, não quis deixar de participar, ainda que não haja um outro a quem destinar sensações destas. As fruições, de tão íntimas e pessoais, deverão ser recatadas.
Orgasmo(s) gosto deles sem falos, no prazer das palavras que as minhas lucubrações permitem.
O corpo do outro é sempre a busca do prazer egoísta, da satisfação pessoal.
O "corpus" é (muita) outra coisa - esparge sensações múltiplas, abrange áreas diversas, repercute-se diversificadamente em cada um de todos os outros, e, sobretudo, regista-se e nunca se esquece.

Mas... aí está - inventar é preciso:

Queimei meus olhos
De tanto te desejar
Ficaram-me só os abrolhos
De uma saudade sem par

Quis-te como se quer o ar
Que se respira e evola
No meu corpo de viola
Foste o meu eterno mar

Sofri, amei, solvi
Fruições sem par
Que, porque quis, senti
Quando me decidi a amar

Se amor se pode chamar
Todo o frenético amplexo
Em que me deixei mergulhar
Na complexidade do sexo

Depois restou o espasmo
Do meu corpo a desejar-te
Em múltiplo, fluido orgasmo
No meu corpo, teu baluarte

De dia, à noite, ao luar
Vem, corre p'ra mim
Dir-te-ei sempre que sim:
Meus orgasmos te quero dar.

03/11/2012, (08h:25')

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