sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A um poeta

Contem cortes, como convém: estão explicitados nomes, que deverão ficar omissos...

É, de facto um grande pintor
Da noite, de preferência,
Tem por musa a deusa Athor
E o resto... é incidência

Já cansei de ler os versos
Que faz muito ao seu jeito
Depois, são tão complexos,
Que cansam: já não me deleito...

Poetas da nova vaga
Há muitos, com novos rostos
Dizem, repetem, voltam à carga
E deles não entendem os toscos

Vão em busca de um saibo
Para descortinar o que diz
Há desconcerto, ressaibo
No que faz e não condiz

Com todo o seu catecismo
............
Cansei do seu lirismo
Sempre igual - lê-o já quem quer

Desisti já de lê-los
Desnuda-se, e cansam, enfadam
Gosto mais deles singelos
Que muito mais me encantam

11/10/2013, (19h:30')

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