Viver às vezes é difícil quando nos rendemos à limitação dos horizontes estreitos que nos são impostos - reduzem-se as possibilidades de cumprirmos, ou o que nos era costume, ou o que nos determinamos a conseguir. Reformular, reestruturar estratégias para prosseguir o caminho torna-se demasiado restritivo.
Um princípio temos como certo, enquanto vivos: respiramos - mal ou bem, já não importa.
Três imperativos, para que o continuemos a fazer, se impõem:
- um, dormir
- outro, comer
- outro, ainda, trabalhar
Mas...
- dorme-se quando, como, se as nossas mais íntimas capacidades são coarctadas? Para que o sono reponha energias é básico que, impositivamente, o corpo reclame repouso, efectivo, absoluto. Se os mecanimos mentais não proporcionam relaxamento, não abrandam o seu matraquear, é insuposto que isso seja viabilizado;
- comer o quê quando a despensa já passa a ser um lugar excessivo numa casa? Nas novas construções foi uma redução que foi efectuada em muitas situações, por muito estranho que pareça;
- trabalhar como se querem fazer de nós cigarras? Começamos por assimilar o que erraticamente nos impõem, sibilam os nossos órgãos, rosnam as nossas vísceras roendo atritos, respondem lentamente os sentidos, deixando para depois a vida que nos passa ao lado.
Nunca surgiram tantos fóruns, tantas sessões de esclarecimento, tantas tentativas de motivação?! Outras cigarras em busca de "quorum"! E algumas fazem-se pagar, e bem, para serem ouvidas.
Se o dinheiro, ( a mola que faz girar, criar, progredir o mundo), falta, é bem capaz de até acontecer que as cigarras deixem de apitar, desassossegadamente, nos arbustos e nas árvores. São monótonas, cansativas e irritantes, não?
Descanso, silêncio, ar...
Vale Vite, 15/09/2013, (07h:15')
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